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Max Wilhelm: Um Legado de Sabor e Tradição na Indústria Catarinense – 100 Anos

Max Wilhelm: Um Legado de Sabor e Tradição na Indústria Catarinense – 100 Anos – Este texto narra a história de Max Wilhelm, um imigrante alemão que construiu um império na indústria de bebidas em Santa Catarina. Sua trajetória e a história da “Laranjinha”, um ícone regional, se entrelaçam. Max Wilhelm transformou um pequeno negócio em um legado de sabor e tradição, deixando sua marca na memória coletiva da cidade.

A história de Wilhelm remonta à década de 1920, quando ele chegou ao Brasil com sua família. Ele começou como operário e, com o tempo, fundou a famosa empresa “Max Wilhelm”. A empresa, hoje localizada em Blumenau, foi criada em 1925 e celebrou um século de tradição. Seus refrigerantes, especialmente a “Laranjinha”, são símbolos de qualidade e inovação.

Arquivo Histórico

 

 

Em 1970, o historiador Emílio da Silva, de Jaraguá do Sul, escreveu sobre a importância de Wilhelm. Ele destacou a influência de Max Wilhelm na indústria local e no esporte. A obra, intitulada “Jaraguá do Sul: Um Capítulo na Povoação do Vale do Itapocu II”, utiliza a metodologia da história oral. Através dessa pesquisa, Emílio revelou novas perspectivas sobre a região.

Na obra, um capítulo especial é dedicado a Max Wilhelm. Ele é descrito como um ícone da memória coletiva catarinense. Sua história foi registrada por historiadores como Apolinário Ternes, que organizou a 3ª edição da obra. Wilhelm não apenas criou uma marca de refrigerantes, mas também contribuiu para o crescimento econômico e esportivo da cidade.

A Chegada de Wilhelm ao Brasil

Max Wilhelm chegou ao Brasil em 1923, com sua esposa e filho, a bordo do vapor Bilbao, da Hamburg-Süd. Eles eram parte de um grupo de imigrantes alemães que fugiam da inflação pós-guerra. A princípio, ele e sua família enfrentaram dificuldades. Porém, com grande coragem, resolveram tomar o destino em suas próprias mãos.

Após sua chegada, Wilhelm trabalhou inicialmente em Joinville, onde encontrou emprego em uma firma local. No entanto, foi em Jaraguá do Sul que ele se estabeleceu, após um convite de um empresário local. Em 1923, Wilhelm começou a trabalhar em uma pequena fábrica de refrigerantes. Com isso, ele deu o primeiro passo rumo ao sucesso.

Aos poucos, Wilhelm foi se destacando na indústria. Em 1925, ele comprou a fábrica de refrigerantes de Johanes Theodoro Tiedke. Com isso, ele dobrou a produção e a empresa começou a crescer rapidamente. Wilhelm foi um pioneiro, adaptando-se às necessidades do mercado local. Ele implementou novas técnicas de produção e aumentou a oferta de produtos.

O Crescimento e a Expansão

Em 1939, Wilhelm lançou o refrigerante “Laranjinha”, um produto à base de suco de laranja. Essa inovação teve grande sucesso, o que levou à instalação de um novo sistema de fabricação. A produção aumentou, e a empresa se expandiu, conquistando novos mercados em Santa Catarina e além. A frota de caminhões foi ampliada para atender à crescente demanda.

Em 1957, a empresa se transformou em uma sociedade anônima, com grandes investimentos em infraestrutura. Construíram novas fábricas, depósitos e um departamento de higienização. A capacidade de produção aumentou significativamente, e a empresa continuou a crescer, superando a economia nacional do setor.

Família Dornbusch | arquivo

 

 

Legado e Impacto

A história de Max Wilhelm transcende a de um simples imigrante bem-sucedido. Seu legado é um exemplo de empreendedorismo e adaptação. Ele construiu um vínculo duradouro com a comunidade e deixou um impacto duradouro na indústria catarinense. A marca “Laranjinha” é, hoje, mais do que um simples refrigerante. Ela é um símbolo da identidade catarinense e uma herança de sabor e tradição.

Max Wilhelm, junto com seus filhos Eduardo e Nelson, foi responsável por modernizar e expandir a empresa. Com a colaboração de uma nova geração, a empresa continuou a prosperar ao longo das décadas. Seus produtos continuam a ser um elo entre gerações e a celebrar o sabor de Santa Catarina.

Em conclusão, Max Wilhelm e sua “Laranjinha” representam mais do que a história de um negócio bem-sucedido. Eles são um exemplo de como o trabalho árduo e a visão empreendedora podem transformar uma pequena ideia em um legado duradouro. Assim sendo, a marca “Max Wilhelm” continuará a ser um ícone da indústria catarinense.

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Ademir Pfiffer

Historiador e criador de conteúdo digital para as plataformas do Kwai, Tik Tok e You Tube. Dedicado à pesquisas sobre memória e patrimônio histórico-cultural em comunidades tradicionais

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