No próximo dia 26 de abril celebra-se o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, problema que, segundo o Ministério da Saúde, causa o óbito de cerca de 388 brasileiros por dia. Quando a questão envolve o período gestacional, a situação é responsável – conforme mostrado por estudos – por mais de 90% dos chamados “partos terapêuticos” – aqueles decorrentes de indicação médica para o nascimento antes de 37 semanas de gravidez, devido a complicações como doenças maternas ou fetais.
Quanto mais alta a pressão, maior é o risco de parto prematuro, uma vez que a hipertensão causa o envelhecimento precoce da placenta, fator que impede a passagem de nutrientes para o bebê de forma normal. “Por conta disso, uma gravidez com hipertensão pode causar sofrimento ao feto, havendo a necessidade do parto prematuro. O parto também pode ser antecipado se a gestante estiver em risco por conta da pressão descontrolada, pois a retirada da placenta tende a melhorar a pressão da mãe”, ressalta Aline Hennemann, vice-diretora da ONG Prematuridade.com e que também é enfermeira neonatal, docente na área e ativista nas ações em prol dos prematuros.
Estudos já mostraram que os prematuros nascidos de partos terapêuticos têm maior complicação e morrem mais do que os bebês prematuros nascidos espontaneamente. “Os recém-nascidos prematuros ficam mais suscetíveis a complicações respiratórias, neurológicas, intestinais e infeccionas, além do risco de mortalidade ser maior”, diz.
A mulher que sofre de hipertensão deve redobrar os cuidados com a saúde ao engravidar e dividir com o médico que a acompanha, durante o pré-natal, a preocupação com a medicação que usará para controlar a pressão. “Os profissionais de saúde que acompanham a gestante recomendarão que ela faça exames específicos relacionados aos rins, coração e à visão, que podem ser comprometidos pela hipertensão em casos de alterações”, destaca Aline.
Mesmo mulheres que nunca tiveram quadro de pressão alta podem ter hipertensão arterial na gravidez, ao apresentarem níveis maiores que 140/90. A Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG) atinge entre 5% e 7% das grávidas brasileiras e costuma ocorrer após as 20 semanas de gestação e desaparecer até seis semanas após o parto.
A situação acontece quando o feto libera proteínas na circulação materna que provocam uma resposta imunológica da gestante, agredindo as paredes dos vasos sanguíneos, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial. O fato, chamado de pré-eclâmpsia, pode evoluir para a eclâmpsia, uma forma grave da doença, que coloca em risco a vida da mãe e do bebê.
“A mãe com pré-eclâmpsia deve fazer repouso, fazer controle rigoroso da pressão e manter uma dieta com pouco sal. Quando a pressão mínima atinge ou ultrapassa 11, aí, a mulher precisa ser hospitalizada para acompanhamento adequado”, pontua Aline.
Ao desenvolver pré-eclâmpsia na primeira gestação, a probabilidade de o quadro se repetir na próxima gravidez é três vezes maior. “Essas mães precisam se atentar e buscar um serviço especializado para acompanhamento da gestação, desde o começo até o nascimento da criança, não apenas com o obstetra, mas com uma equipe interprofissional. A realização do pré-natal e orientação adequada podem diminuir o número de nascimentos prematuros”, conclui Aline.
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