Um recente levantamento realizado pela Genial/Quaest lançou um verdadeiro balde de água fria sobre as expectativas do governo federal. De acordo com a pesquisa, metade dos entrevistados acredita que a alta exposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem contribuído para uma imagem ainda mais negativa junto ao eleitorado. A percepção predominante é de que, apesar dos esforços para se aproximar da população, a comunicação governamental não surte o efeito desejado.
Embora o governo tente resgatar legados de gestões anteriores, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Bolsa Família, a realidade mostra que essas iniciativas já não despertam o mesmo entusiasmo no eleitor. Além disso, o discurso voltado à defesa da democracia, essencial para a vitória de Lula em 2022 contra Jair Bolsonaro, perdeu espaço diante das preocupações mais urgentes da população brasileira, como a violência urbana, a crise econômica e os desafios sociais.
Diante desse cenário, a pesquisa divulgada pelo instituto liderado pelo cientista político Felipe Nunes evidencia um desconforto crescente. Sem uma proposta de impacto que defina o terceiro mandato de Lula, o Executivo decidiu em janeiro reestruturar sua estratégia de comunicação. O deputado Paulo Pimenta foi retirado do cargo e substituído pelo marqueteiro Sidônio Palmeira. No entanto, essa mudança, segundo os dados, ainda não resultou em uma percepção positiva por parte da sociedade.
Enquanto o governo busca criar novas marcas, programas como o Pé de Meia, o Desenrola e o Acredita ainda são pouco reconhecidos ou considerados irrelevantes para a vida do cidadão comum. Os índices revelam isso com clareza: apenas 7%, 3% e 2% dos entrevistados, respectivamente, afirmam ter sentido algum impacto dessas iniciativas. Além disso, um terço da população declarou que nenhum dos programas citados — nem mesmo o tradicional Bolsa Família — teve influência em seu cotidiano.
Outro dado preocupante para o Palácio do Planalto é o crescimento da desaprovação. Em março, o índice negativo atingiu 56%, o que representa um aumento de sete pontos percentuais em comparação ao mês de janeiro.
divulgação
As tentativas recentes de reverter esse cenário, como o anúncio da isenção do imposto de importação sobre onze alimentos e a promessa de isentar do Imposto de Renda pessoas físicas com rendimento de até R$ 5.000, também não surtiram o efeito esperado. Para 56% dos entrevistados, a notícia sobre os alimentos chegou apenas agora, enquanto 53% conhecem a medida do IR, mas 51% acreditam que o impacto será pequeno em suas finanças pessoais.
Adicionalmente, a percepção negativa se amplia diante da cobertura da mídia. Segundo o levantamento, 47% dos brasileiros dizem ter visto mais notícias desfavoráveis do que favoráveis sobre o governo. A troca de ministros, por sua vez, foi vista como inócua por 44% dos participantes, que não perceberam qualquer melhoria na comunicação institucional.
Outro ponto crítico está na imagem pública do presidente. Ainda que 38% reconheçam que Lula tem aparecido com mais frequência em discursos e entrevistas, esse aumento na visibilidade tem sido prejudicial: para 50% dos entrevistados, quanto mais Lula aparece, pior se torna sua avaliação como líder político.
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