Brasil

Governo Lula enfrenta rejeição crescente

Pesquisa Quaest revela que a imagem de Lula piora com sua exposição pública. Programas do governo não impactam o eleitorado e desaprovação cresce

05/04/2025

Um recente levantamento realizado pela Genial/Quaest lançou um verdadeiro balde de água fria sobre as expectativas do governo federal. De acordo com a pesquisa, metade dos entrevistados acredita que a alta exposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem contribuído para uma imagem ainda mais negativa junto ao eleitorado. A percepção predominante é de que, apesar dos esforços para se aproximar da população, a comunicação governamental não surte o efeito desejado.

Desaprovação ao Governo Lula cresce mesmo após mudança na comunicação, revela pesquisa Quaest

Embora o governo tente resgatar legados de gestões anteriores, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Bolsa Família, a realidade mostra que essas iniciativas já não despertam o mesmo entusiasmo no eleitor. Além disso, o discurso voltado à defesa da democracia, essencial para a vitória de Lula em 2022 contra Jair Bolsonaro, perdeu espaço diante das preocupações mais urgentes da população brasileira, como a violência urbana, a crise econômica e os desafios sociais.

Diante desse cenário, a pesquisa divulgada pelo instituto liderado pelo cientista político Felipe Nunes evidencia um desconforto crescente. Sem uma proposta de impacto que defina o terceiro mandato de Lula, o Executivo decidiu em janeiro reestruturar sua estratégia de comunicação. O deputado Paulo Pimenta foi retirado do cargo e substituído pelo marqueteiro Sidônio Palmeira. No entanto, essa mudança, segundo os dados, ainda não resultou em uma percepção positiva por parte da sociedade.

Desaprovação ao Governo Lula cresce mesmo após mudança na comunicação, revela pesquisa Quaest

Enquanto o governo busca criar novas marcas, programas como o Pé de Meia, o Desenrola e o Acredita ainda são pouco reconhecidos ou considerados irrelevantes para a vida do cidadão comum. Os índices revelam isso com clareza: apenas 7%, 3% e 2% dos entrevistados, respectivamente, afirmam ter sentido algum impacto dessas iniciativas. Além disso, um terço da população declarou que nenhum dos programas citados — nem mesmo o tradicional Bolsa Família — teve influência em seu cotidiano.

Outro dado preocupante para o Palácio do Planalto é o crescimento da desaprovação. Em março, o índice negativo atingiu 56%, o que representa um aumento de sete pontos percentuais em comparação ao mês de janeiro.

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divulgação

As tentativas recentes de reverter esse cenário, como o anúncio da isenção do imposto de importação sobre onze alimentos e a promessa de isentar do Imposto de Renda pessoas físicas com rendimento de até R$ 5.000, também não surtiram o efeito esperado. Para 56% dos entrevistados, a notícia sobre os alimentos chegou apenas agora, enquanto 53% conhecem a medida do IR, mas 51% acreditam que o impacto será pequeno em suas finanças pessoais.

Desaprovação ao Governo Lula cresce mesmo após mudança na comunicação, revela pesquisa Quaest

Adicionalmente, a percepção negativa se amplia diante da cobertura da mídia. Segundo o levantamento, 47% dos brasileiros dizem ter visto mais notícias desfavoráveis do que favoráveis sobre o governo. A troca de ministros, por sua vez, foi vista como inócua por 44% dos participantes, que não perceberam qualquer melhoria na comunicação institucional.

Outro ponto crítico está na imagem pública do presidente. Ainda que 38% reconheçam que Lula tem aparecido com mais frequência em discursos e entrevistas, esse aumento na visibilidade tem sido prejudicial: para 50% dos entrevistados, quanto mais Lula aparece, pior se torna sua avaliação como líder político.

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