A convenção do MDB não trouxe surpresas. Prevaleceu a força do continuísmo contra um discurso destemperado do grupo dissidente que não mirava apenas a cabeça de chapa. Mas visava, também, defenestrar do comando os velhos donatários do partido. Estes, exímios articuladores de tramas maléficas contra quem ouse destroná-los do poder. Agora, Udo Döhler, homologado como vice de Carlos Moisés (Republicanos), terá de mostrar que tem votos em Joinville, com seus 412 mil eleitores. E o MDB local que o apoiou, também.
É tudo ou nada
Mas há outro registro a fazer: dos 469 votos contados, 276 foram pelo alinhamento do MDB à reeleição de Carlos Moisés (Republicanos). Isso quer dizer que, na prática, esses emedebistas assumiram a responsabilidade não só de dar a Moisés um segundo mandato, mas também a de garantir a sobrevivência do partido se tudo der certo nas urnas. Fazendo bom governo com Moisés, o MDB sobrevive para pleitear a cabeça de chapa em 2026. Ao contrário, alguém terá de juntar os cacos.
Olho na Assembleia
Ao ex-prefeito Antidio Lunelli restou uma candidatura proporcional. E o fará, já disse. Mirando uma das 40 cadeiras da Assembleia Legislativa. Quer ficar por perto, fiscalizando, criticando, tentando se manter em evidência para futuras empreitadas. Mas se eleito, será voz solitária no partido e mais oposição que a própria oposição. Batendo boca com deputados do MDB, do PSD, PP, Podemos e outras siglas alinhadas ao governador. Isso supondo-se que Carlos Moisés seja reeleito.
Eleições
Blumenau na majoritária
Na eleição majoritária de 1986, Blumenau lançou duas chapas para governador. Eram candidatos Wilson Pedro Kleinübing (PFL), e Acácio Bernardes (PDT), famoso advogado criminalista e pai do ex-prefeito da cidade, Napoleão Bernardes (PSD). Pedro Ivo Figueiredo de Campos (PMDB) venceu aquela eleição. Agora, esse fato inédito na história das eleições majoritárias de SC se repete, com outros nomes.
PT e o Novo
De um lado está o petista Décio Lima, por duas vezes prefeito de Blumenau e o promotor de Justiça Odair Tramontin (Novo). Lima, hoje apoiado por sete partidos da esquerda catarinense, disputou a majoritária em 2018. Com chapa pura, foi o quarto mais votado (460.889 mil) entre oito candidatos. Tramontin, também em chapa pura, candidatou-se a prefeito de Blumenau em 2020, fez 22.846 mil votos. Foi o terceiro entre 11 candidatos. É a segunda tentativa dele a um cargo eletivo.
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