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Coluna: Amigos, amigos

A candidatura do ex-prefeito Antidio Lunelli (MDB) a deputado estadual tem suas razões. Não só porque, com pretensões futuras na política, ficaria muitos dias ausentes (de seus negócios, inclusive) se nas urnas vencesse a eleição para deputado federal. Mas, também- e é preciso reconhecer- porque sua popularidade atropelaria a campanha de reeleição do deputado federal Carlos Chiodini (MDB). Que foi um dos principais articuladores de sua pré-candidatura a governador, além de amigo pessoal. Ao contrário, Chiodini o terá em dobradinha e poderá, até mesmo, melhorar a marca de 97.613 mil votos em 2018.

Os maiores, menores

Nas eleições municipais de 2020, PP, PSD e MDB juntos elegeram 190 dos 295 prefeitos de Santa Catarina. Um ano e meio depois, só o PP terá candidato próprio a governador (senador Esperidião Amin) e, mesmo assim, rachado. Mais de 30 dos 52 prefeitos do PP eleitos em 2020 apoiam Carlos Moisés (Republicanos) para um segundo mandato.

Partidos terceirizados

O PSD, com seus 42 prefeitos eleitos em 2020 e sem nome de peso para a majoritária, alinhou-se à candidatura do ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (União Brasil). Uma aventura, diga-se. O MDB, em crise de convulsão interna, tem a maioria dos seus 96 prefeitos alinhados à reeleição de Carlos Moisés (Republicanos). E salve-se quem puder!

Eleições

  • Candidato a senador, o deputado Celso Maldaner (MDB), vai subir no palanque de Carlos Moisés (Republicanos), que garantiu a vaga ao partido em troca de apoio, e pedir votos à reeleição do governador? Ou fará uma campanha isolada que pode levá-lo a lugar nenhum?
  • E se o escolhido para a vaga de senador pelo MDB fosse o deputado Rogério Perninha Mendonça, também um aliado de Antidio Lunelli, afirmando, inclusive, que se o ex-prefeito de Jaraguá do Sul desejasse disputar o Senado ele (Mendonça) abriria mão?
  • “Abdico de qualquer sonho ou projeto pessoal em favor do que está em jogo nessa eleição: o futuro do Brasil e de Santa Catarina”. Do senador Dário Berger (PSB) aceitando disputar a reeleição pela Aliança Democrática da esquerda. Traduzindo: ou aceita, ou vai para casa.
  • “É o sonho do catarinense, o sonho do meu partido que eu quero passar a interpretar, com a ajuda de Deus e a torcida dos meus amigos e amigas”. Do senador Esperidião Amin (PP) sobre sua quinta candidatura a governador. Boa parte do PP alinhou-se à reeleição de Carlos Moisés (Republicanos).
  • Governador Carlos Moisés (Republicanos) prometeu licenciar-se por dois meses dando sua cadeira ao fiel apoiador Moacir Sopelsa (MDB), presidente da Assembleia Legislativa. Ocorre que, na AL e na ausência de Sopelsa quem assume é Maurício Eskudlark, do PL. Apoiador de Jorginho Mello (PL), um arqui-inimigo de Moisés.
  • Senador Jorginho Mello (PL) corre à procura de um vice. Tentou o empresário e ex-vereador de Joinville, Ninfo König (PL) que não topou a parada. Há quem diga que a atual vice-governadora Daniela Reinehr, também do PL e candidata a deputada federal pode ser o nome.
  • Aliás, Mello e Daniela trabalharam à exaustão nos bastidores pela cassação do governador Carlos Moisés (Republicanos) nos dois processos de impeachment abertos pela Assembleia Legislativa. Por isso mesmo ela é olimpicamente ignorada por Moisés onde quer que esteja.

MDB lança presidenciável

Ontem (27) o MDB fez sua convenção (virtual) nacional para homologar a senadora Simone Tebet (MS) como candidata à presidente da República. Na verdade, uma tentativa de viabilizar candidaturas do partido a governador em alguns estados porque não há qualquer chance de vitória. Tanto que o grupo emedebista liderado pelo malévolo senador Renan Calheiros (AL) já adiantou que apoiará Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

O impeachment em 2016

O MDB já foi parceiro do PT no governo de Dilma Rousseff. O vice era Michel Temer (SP), um dos artífices do processo de impeachment de Dilma aberto no Senado e que terminou com a cassação do mandato em 31 de agosto de 2016.  Calheiros e o Ministro Ricardo Lewandowski, do STF (FOTO ACIMA) nomeado para o cargo por Lula da Silva (PT), manobraram abertamente para evitar que ela perdesse, também, os direitos políticos.

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

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