Comportamento

Chegou a hora da revolução do Play!

“Ninguém é produtivo o tempo inteiro, ninguém é feliz o tempo inteiro, mas é possível ser mais feliz e produtivo. E isso sem acabar com a saúde mental.” Estas provocações são do psicólogo Lucas Freire, especialista em bem-estar há 20 anos e referência no Brasil na Ciência do Play, campo multidisciplinar que estuda o termo da língua inglesa com muitos significados.

Nesta área de conhecimento, a palavra, que pode ser traduzida como “brincar”, “jogar”, “atuar”, “agir”, “estar na vida”, é entendida como sinônimo de comportamentos e ações que proporcionam bem-estar, satisfação e felicidade, os chamados Momentos Play.

Ao unir essa ciência com as reflexões da Psicologia Positiva e da Filosofia da Felicidade, Freire desenvolveu o Playfulness, conjunto de práticas que atua como resposta para as incertezas, contradições e ambiguidades da hipermodernidade, que desencadearam uma onda de adoecimento psicológico dentro e fora do mundo corporativo.

Uma vida baseada no Playfulness, segundo o especialista, está relacionada com a habilidade de aprender a regular emoções, ampliar as habilidades sociais e redescobrir a satisfação com o trabalho e as atividades do dia a dia. Dessa maneira, é possível conquistar ganhos em produtividade na vida pessoal e profissional, sem comprometer a saúde emocional.

O psicólogo destaca que a imposição de manter a alta performance no trabalho e nas relações interpessoais desencadeou uma epidemia de adoecimento mental e, consequentemente, físico. Burnout, estresse, depressão e ansiedade são diagnósticos cada vez mais comuns. Por conta da competição sem fim, muitas pessoas acham difícil encarar a rotina como algo que traz felicidade.

“Essas doenças são efeitos colaterais de uma tensão emocional, provocada pela falta de autonomia e por cobranças excessivas, inclusive a cobrança pela felicidade”, destaca o especialista. “Como caminho, devemos buscar a tensão criativa, que é uma motivação, um impulso e a energia necessários para nos levar a um novo patamar”, completa.

Como estratégia de enfrentamento do sofrimento, o Playfulness está ancorado em quatro pilares: Tensão Criativa, quando o conflito se torna positivo e passa a nos mover; Resiliência Estoica, capacidade de enfrentamento e de exercitar o controle sobre o que pode ser transformado; Flow, experiências ótimas que nos dão força de resistência em nome do movimento e da criação; e Ludicidade, quando a vida ganha mais alegria e não perde a leveza.

De acordo com Lucas Freire, o Playfulness é alcançado quando se vive a plenitude do Play com o entendimento que as adversidades também ensinam. Esta prática permite que cada pessoa passe a produzir com sentido e propósito, e possa ressignificar as angústias como um degrau para o próprio desenvolvimento.

 

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Cris Badu

Editora, analista SEO e responsável pelo conteúdo que escreve. Atenta aos conteúdos mais pesquisados do país.

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