O atraso na reforma da igreja São João Batista, de São João do Itaperiú, forçou o cancelamento da tradicional festa de São João, que ocorre há mais de uma década no município. A matriz, fundada em 1916, foi afetada por uma microexplosão que deixou rastros de destruição na cidade. Além da paróquia, o centro de eventos também foi afetado, ambos espaços essenciais para a realização da festividade.
De acordo com Lucio Galdino, coordenador da matriz, a igreja permanece sem cobertura e o conserto iniciou apenas na semana passada. Galdino afirma que a estrutura tem seguro, mas que o recurso ainda não foi liberado. Enquanto isso, as obras estão sendo feitas com o valor arrecadado pela campanha “Reconstrói São João”, lançada pelo Conselho Missionário Pastoral Comunitário.
— Estamos trabalhando com recursos nosso. A hora que acabar, vamos apelar pesado para o seguro. Porque não tem mais condições de ficarmos pedindo [dinheiro] para o nosso povo, sendo que também foram atingidos pelo vendaval, e o seguro não dar uma resposta pra nós — reivindica o coordenador.
O Prefeito Clézio José Fortunato lamentou a decisão de cancelamento da festa, que acontece anualmente no dia 24 de junho e atrai milhares de visitantes ao município. A fogueira gigante, principal atração do evento, também não será erguida neste ano.
Apesar de não haver as festividades, a celebração religiosa será mantida, em menor proporção. Lucio Galdino destaca que as novenas serão celebradas no salão paroquial e no final de semana de 24 e 25 de junho ocorrerá o tradicional churrasco.
O desastre natural aconteceu em fevereiro deste ano e, além de destruir o telhado da paróquia, também destelhou diversas casas, depósitos e levou ao chão bananais e outras plantações que são o principal modo de sobrevivência dos moradores. Na lavoura, o prejuízo total foi de cerca de R$ 20 milhões.
Na cidade, a tempestade teve início às 15h e durou cerca de 10 minutos. Depois, por volta das 16h, começaram as rajadas de vento. Segundo a Epagri, o fenômeno climático foi provocado por uma frente fria em alto mar associada a um sistema de baixa pressão no sul do Paraguai, além do fluxo de calor e umidade vindo da região amazônica.
Por causa da situação, São João do Itaperiú decretou situação de emergência um dia após registrar a microexplosão. A prefeitura informou que municípios vizinhos chegaram a enviar maquinários para auxiliar na limpeza. O Governo do Estado também enviou materiais como kits de higiene e limpeza, além de telhas, cestas básicas e colchões para os moradores prejudicados. Os bairros Centro e Toca foram os mais atingidos.
A microexplosão também causou danos na cidade vizinha de Barra Velha. No município, no entanto, as ocorrências foram menores, com apenas uma queda de árvore, destelhamento de casas e de um barracão próximo ao Parque Aquático Gralha Azul.
Fonte: NSC total
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