O mês de abril traz campanha de conscientização sobre a importância da promoção da saúde e segurança no trabalho, já que no dia 28 é celebrado o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Alarmantes números reforçam a pauta: Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho – parceria entre o Ministério Público e o Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil, divulgados no fim de março, mostram que 6,7 milhões de acidentes de trabalho, com 25,5 mil mortes foram comunicados no país, entre 2012 e 2022.
Somente no ano passado, foram 612,9 mil acidentes de trabalho, e 2.538 pessoas perderam a vida enquanto exerciam suas funções – um aumento de 7% em relação a 2021.
O Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho mostra que, em 2022, o agente causador mais frequentemente citado em notificações de acidentes de trabalho foi a motocicleta. “Isso pode ser um reflexo do crescimento dos serviços de delivery nos últimos anos. Os acidentes envolvendo transportes estão entre as principais causas de politraumatismos, em que duas ou mais partes distintas do corpo são lesionadas gravemente”, fala o presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (TRAUMA), José Octavio Soares Hungria.
As fraturas e luxações estão entre as lesões mais comumente observadas nos acidentes com motocicletas, além de outros traumas não esqueléticos e com desfechos muito desfavoráveis, tais como lesões cerebrais, do tórax e do abdômen, ressalta o especialista. “Nesse tipo de acidente, a ocorrência de lesões ósseas e articulares graves e, eventualmente, expostas, apresentam maior grau de dificuldade no tratamento, assim como maior risco de sequelas e danos irreversíveis, que poderão ocasionar a incapacidade da pessoa não só de trabalhar, mas de realizar simples tarefas do dia a dia”, salienta.
O Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho pontua que os números de casos que constam no levantamento contabilizam apenas situações ocorridas em empregos formais, ou seja, há uma subnotificação.
O presidente do TRAUMA lembra que, no trabalho informal, na grande parte das vezes, não há as medidas necessárias para que o profissional realize seu trabalho com segurança, utilizando equipamentos de proteção adequados. “Muitos trabalhadores informais lidam com ferramentas e maquinários sem usar nenhum tipo de proteção ou, ainda, manuseiam esses instrumentos de maneira inadequada, o que eleva significativamente o risco de um grave acidente”, pontua. “Outra questão é a falta de fiscalização, que também aumenta os riscos”, completa.
Anualmente, segundo estimativas globais da Organização Internacional do Trabalho, a economia perde cerca de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) em razão de doenças e acidentes de trabalho, o que, além das perdas humanas, incide na perda de produtividade provocada por ambientes de trabalho inseguros ou insalubres.
De acordo com os dados mais recentes Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho sobre a despesa gerada com a problemática, de 2021, os gastos previdenciários com aposentadoria por invalidez, naquele ano, foram de R$ 70,6 bilhões e de auxílio-doença R$ 17,7 bilhões.
“Se faz urgente levar a cultura da prevenção ao empregador e ao trabalhador no Brasil, pois os acidentes de trabalho resultam em prejuízos e consequências imensuráveis para toda a sociedade”, conclui.
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