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Jaraguá do Sul toma novas medidas ao enfrentamento da Covid-19

Foto: Divulgação

O recrudescimento da Covid-19, com a falta de leitos de enfermaria e de UTI exclusivos para a doença, têm preocupado as autoridades, como ficou demonstrado na transmissão realizada na noite de domingo (7) pelo Comitê Extraordinário para o Combate ao Coronavírus de Jaraguá do Sul, que está completando um ano de acompanhamento e fazendo os ajustes necessários e tomando decisões para frear o contágio, como também ampliando os esforços junto aos hospitais para aumentar a oferta de leitos.

A preocupação é que cada vez mais pessoas jovens estão sendo contagiadas, internadas e até mesmo intubadas. O médico Rodrigo Ferreira de Souza, integrante do Comitê, diz que é preciso fazer a avaliação precoce, sempre que houver suspeita de Covid, para evitar o comprometimento do quadro clínico. Quanto à prescrição, essa cabe exclusivamente ao médico, que dará o tratamento adequado para cada situação.

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Rodrigo comentou que as equipes estão exaustas, mas continuam dando o melhor de cada uma para superar essa fase difícil da pandemia. Da parte do município, todos os esforços estão acontecendo. Ontem (8), a Câmara de Vereadores realizou sessão extraordinária pela manhã para aprovar recursos para a abertura de mais dez leitos de UTI, sendo que cinco deles devem ser ativados esta semana e os demais, até o início da próxima.

Duas alas do hospital São José estão sendo preparados para permitir a instalação dos leitos de UTI Covid Adulto, pela prefeitura. Existem espaços nos hospitais da cidade, mas a preocupação é com os recursos humanos, que são os profissionais da saúde para dar o suporte às 24 horas do dia. Neste sentido, a prefeitura deve liberar, via convênio, médicos, enfermeiros e demais profissionais do seu quadro para atuar no hospital, diante da dificuldade de contratação de mão-de-obra especializada. “É uma operação de guerra”, observa o secretário de Saúde, Alceu Moretti.

Hospitais de Guaramirim e Massaranduba passam a dar suporte

Uma série de medidas estão sendo tomadas para buscar mais leitos para atendimento a pacientes com Covid-19 ou não. O hospital Santo Antônio de Guaramirim, de dez leitos de enfermaria Covid passará para 20 esta semana e o hospital João Schreiber de Massaranduba, dará suporte e pacientes com outras enfermidades, dentro do que a sua estrutura suporta, com dez leitos, em princípio.

O hospital Santo Antônio também atende pacientes não Covid, com dez leitos. Remanejamentos e rearranjos estão acontecendo igualmente junto ao hospital Jaraguá dentro dos esforços coletivos para enfrentar a doença, no seu momento mais agudo. Sobre hospital de campanha, está descartado por falta de profissionais para atender.

Espaço físico nos hospitais locais existe para atender. Sobre vacinas, Jaraguá do Sul realizou cadastros em três frentes para adquiri-las, assim que houver disponibilidade no mercado, informou a presidente do Comitê, Emanuela Wolf. Até domingo (7), Jaraguá do Sul havia recebido 4.842 doses e atendido 4.679 pessoas.

Ela comentou sobre o decreto nº14.795, em vigência desde 8 de março, mais restritivo. É igual a todos os municípios da Amvali e serve também para outras regiões, com restrições mais severas para frear as aglomerações e circulação, buscando impactar o mínimo na economia.

Gestores confirmam a retaguarda no momento crítico da pandemia

O gestor do hospital Santo Antônio, Valmor Busnello, do Instituto Santé, que administra o nosocômio, confirmou ontem (8) que Guaramirim vai destinar mais dez leitos de enfermaria exclusivamente para pacientes com Covid-19, passando para 20 leitos, com essa finalidade.

Além disso, dispõe de outros dez leitos de retaguarda para outras enfermidades. No total, o hospital Santo Antônio dispõe de 30 leitos e não tem estrutura física para aumentar, segundo Busnello. Fica então, 20 leitos para retaguarda de Covid-19 e dez para outras enfermidades.

Em Massaranduba, o hospital João Schreiber deve definir dez leitos de retaguarda clínica para enfermidades que não seja a Covid, de acordo com a secretária de Saúde, Carina Friedemann Stolf. Ainda não existe data definida para ativação porque o município está finalizando o contrato. “Estamos organizando o hospital para dar a retaguarda para o Hospital São José. Corremos contra o tempo”, admite Carina.

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