Varre, varre Vassourinha

Claudio Piotto

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação.

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Presidente por seis meses

Eleito em 1960 com 48% dos votos pela UDN (União Democrática Nacional), o paulista Jânio da Silva Quadros assumiu a presidência do Brasil em 31 de janeiro de 1961. Cargo que renunciou em 25 de agosto do mesmo ano.

Uma vassoura para Moralidade

A campanha de Jânio Quadros foi pautada em um discurso populista de moralidade e combate à corrupção, onde a vassoura era o símbolo para varrer a corrupção no país. 

Um governo obscuro

O curto período do governo Jânio tem registros de ações controvérsias e demasiadamente confusas, ações como proibir o uso de biquínis nas praias, o uso de jumentos para pastar nos jardins do Palácio da Alvorada, foram algumas das decisões que fugiram do propósito assumido na campanha.

Partido Conservador

A UDN viu em Jânio Quadros sua oportunidade em chagar ao poder do Brasil e assim fortalecer sua legenda e seus representantes políticos, o que não esperavam era a independência e o não compromisso do Presidente com o partido.

Quantos presidentes mais?

Jânio recebeu votos de todas as camadas sociais do Brasil, que viram nele a possibilidade de ter dias melhores como cidadãos. A esperança de um governo que acabariam com a inflação, valorizasse nossa moeda e dessem condições de uma vida melhor.

Traição das promessas

Sua campanha foi pautada em promessas para melhorar a vida das pessoas, mas logo que assumiu congelou salários, desvalorizou nossa moeda e restringiu o acesso de fundos de crédito, ações em nome do equilíbrio da economia.

O risco do carisma

A figura caricata criada pelo político Jânio Quadros para atrair e ludibriar o povo, não difere de muitos de nossos presidentes. Essa tática assumida traz riscos para nossa Nação, pois acaba impedindo que o Eleitor enxergue a realidade.

Até hoje muitas dúvidas

Há muitas controvérsias a respeito da renúncia de Jânio Quadros, muitas hipóteses são defendidas, mas na certeza não temos um fator real que explique de forma clara os motivos, o que sabemos é que após sua renúncia seu vice não ficou na presidência e, logo na sequência o golpe militar de 1964.