Sindicato da Educação bateu o martelo: professores e pessoal administrativo não volta às aulas em setembro, como quer o governo do Estado

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Sindicato dos Trabalhadores em Educação bateu o martelo: professores e pessoal administrativo não volta às salas de aula em setembro, com quer o governo do Estado. Em um absurdo, diga-se, sistema de rodízio por idades.Segundo o Coordenador Estadual do SINTE, Luiz Carlos Vieira, por várias razões: as escolas não têm estrutura física para assegurar o não contágio de alunos, professores e outros servidores; não há sequer testagem dos servidores da Educação, obrigados ao uso de máscaras descartáveis a cada aula.

Em tempo: em SC são cerca de 175 mil pessoas com mais de 65 anos vivendo em lares com crianças em idade escolar e, por isso mesmo, expostos ao contágio com a Covid-19.

Vieira lembra que o momento não é o de se discutir a reposição do ano letivo, mas sim, de cuidar da saúde de modo coletivo.

Lembrou, também, que a categoria sempre se posicionou contra às atividades não presenciais porque isso não garante a qualidade do ensino, já que não atinge a totalidade dos estudantes.

Além do que, professores usam seus próprios computadores ou tablets, bancando custos da internet particular, como as famílias dos alunos. E, não poucas vezes, ainda dependendo da péssima qualidade dos serviços oferecidos pelas operadoras.

A retomada das aulas presenciais nas escolas estaduais, suspensas até 7 de setembro, segundo o governo, se dará de forma gradativa e, preferencialmente, para os alunos com mais de 14 anos, obedecendo a cinco diretrizes que envolvem condições sanitárias, pedagógicas, gestão de pessoas, transporte escolar e alimentação.

 Na rede estadual, ações como aquisição de equipamentos, de termômetros, de álcool em gel, de máscaras já estão em andamento, informou o secretário de Educação, Natalino Uggioni.

Termina hoje (31) o prazo dado pelo governo federal para que Santa Catarina aprove projeto de lei da reforma previdenciária dos servidores estaduais. Na terça-feira (28) o governador Carlos Moisés (PSL) mandou retirar a proposta que enviou à Assembleia Legislativa. Motivo: emendas às pencas dos deputados reduziram a projetada economia de R$ 18 bilhões até 2050, para R$ 16 bilhões.

O rombo anual (no bolso dos contribuintes) já bateu na casa dos R$ 4 bilhões.

O Estado precisa da reforma para ter adimplência e obter a necessária certidão previdenciária. E a não votação dentro do prazo estipulado vai impedir que o Estado contrate financiamentos ou receba recursos federais, exceto agora nesta pandemia do novo coronavirus.

 

A defesa da vice-governadora Daniela Rehner (sem partido) protocolou questionamento formal sobre a inclusão dela no processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés(PSL) aberto pela Assembleia Legislativa. Ambos enquadrados por crime de responsabilidade. No caso, concedendo isonomia salarial aos procuradores do Estado em relação aos procuradores da AL sem a prévia autorização do Legislativo.

O argumento é de que este tipo de crime está restrito ao Congresso Nacional. Porém, ela foi incluída porque, como governara em exercício, em janeiro, a proposta ainda estava no âmbito administrativo. E nada fez para anular o ato.

Há um movimento de bastidores, à frente empresários ligados à Federação das Indústrias de Santa Catarina e outras instituições de porte, senadores, deputados federais e estaduais, visando sustar o processo de impeachment deflagrado na Assembleia Legislativa contra o governador Carlos Moisés (PSL) e a vice, Daniela Rehner (sem partido)na AL com apoio do presidente Júlio Garcia (PSD). Para evitar que o Estado passe por período de grande instabilidade política, com reflexos em Brasília, em plena pandemia do novo coronavírus. Que, por si só, já é uma tragédia.

Como contrapartida, Moisés assumiria o compromisso formal e por escrito, de não se candidatar à reeleição em 2022.

Dos três senadores, Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL) têm especial interesse em se livrar da concorrência do atual governador que, queiram ou não, daqui a pouco mais dois anos ainda poderá tirar preciosos votos de ambos, hoje prováveis candidatos à sucessão do próprio Moisés.

Repetindo o velho dito popular de que, na política, até boi pode voar: PP e PL, adversários nas eleições de 2018, unidos agora por interesses políticos pessoais e, lá na frente, em palanques opostos, de novo.