Rodrigo Maia confirma que vai se filiar ao MDB do Rio de Janeiro

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, confirmou que vai se filiar ao MDB do Rio de Janeiro tão logo tenha garantias do Tribunal Superior Eleitoral de que não perderá o mandato. O convite foi feito pelo presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), derrotado à presidência da Câmara com apoio de Maia. Segundo Maia, o MDB poderá até apoiar o PT e o ex-presidente Lula. O que já ocorreu com Dilma Rousseff e Michel Temer de vice. O deputado Carlos Chiodini é o 2º vice-presidente do diretório nacional do MDB.

Rejeição nas urnas

O ex-presidente do Banco Central nos oito anos do governo Lula e ministro da Fazenda de Michel Temer, Henrique Meirelles, disputou as eleições presidenciais de 2018. Quase que isolado pelo próprio MDB. Da mesma forma como ocorreu com o então deputado federal Ulisses Guimarães (SP), que comandou a Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988). Aliás, desde a volta das eleições presidenciais, em 1989, jamais o MDB, um expoente pela volta das eleições diretas, elegeu candidato a presidente.  

Dez pré-candidatos

A um ano e sete meses das eleições presidenciais de 2022 e mesmo com a devastadora pandemia do coronavírus em curso, outros pré-candidatos não pensam em outra coisa: Jair Bolsonaro (sem partido), Ciro Gomes (PDT), João Dória (PSDB/governador de São Paulo), Fernando Haddad (PT), Rui Costa (PT/governador da Bahia), Eduardo Leite (PSDB/governador do Rio Grande do Sul), Guilherme Boulos (PSOL), Luciano Huck (sem partido), Luiz Henrique e Mandetta (DEM). Sérgio Moro (sem partido) e João Amoêdo (Novo) ainda são incógnitas.

Tragédia anunciada

Deu no jornal O Estado de São Paulo: “O governo catarinense foi avisado em dezembro de 2020 sobre o risco de colapso no sistema de saúde por causa da Covid-19. Na época, autoridades sanitárias alertaram para o crescente número de infectados e de internações, e que isso iria refletir também nos óbitos. Dois meses após o alerta, em meados de fevereiro, Santa Catarina atingiu o limite máximo de internações. Desde então, a fila por uma vaga de UTI não para de crescer. Eram 398 pacientes aguardando leito de terapia intensiva na sexta-feira (12)”.

Merisio e o PSL

Ex-deputado Gelson Merisio (PSDB) segue conversando com o presidente estadual do PSL, deputado federal Fabio Schiochet, sobre as eleições de 2022. Merisio (pré-candidato a governador), que deve deixar o ninho tucano, diz estar disposto a “arregaçar as mangas” na montagem de chapas fortes de candidatos a deputado estadual e federal.

Dando o troco

Para quem não sabe, quando Carlos Moisés (PSL) cooptou deputados de oposição para o governo, Schiochet, um fiel escudeiro nos dois anos em que o governador levou pauladas de todo tipo, nem foi consultado. Nem mesmo convidado para a posse do ex-prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, (que ele levou para o PSL) como secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável. Agora, Schiochet dá o troco.


Cartas marcadas

Christian Busarello (MDB), ex-vereador de Timbó, é o novo chefe da Defesa Civil. E, na posse, lá estava o deputado Valdir Cobalchini, líder da bancada na Assembleia. Ele (coincidência?) é um dos deputados que vão julgar Moisés pela compra daqueles 200 respiradores da China por R$ 33 milhões, dia 26 de março. E, claro, com voto pela absolvição. Alguma dúvida?