Revitalização de trecho da SC-110, entre Pomerode e Jaraguá do Sul.

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Treze anos depois

Outra importante obra de infraestrutura rodoviária para a região acaba de ser anunciada pelo governador Carlos Moisés (sem partido). É a revitalização de trecho da SC-110, entre Pomerode e Jaraguá do Sul.

Espera que vem desde a grande tragédia climática de 2008 (há 13 anos), quando a “serra” ligando os dois municípios foi muito afetada. De lá para cá (foto) só esporádicos consertos tipo meia-boca. Vai custar R$ 40 milhões mas dinheiro, já disse o governador, tem bastante. No segundo governo de Raimundo Colombo (PSD), o trecho entre o pé da serra e Barra do Rio Cerro também foi revitalizado, mas com serviços questionáveis e inacabados.

Duplicação da 108

Felizmente, a duplicação e revitalização do trecho urbano da BR-280, entre Guaramirim e Jaraguá do Sul, segue sem maiores percalços, exceto uma indenização pendente no acesso a Guaramiranga onde será construído um elevado.

Falta o DNIT se “coçar” e chegar a um acerto com o dono do imóvel. O Vale do Itapocu também espera pela execução do projeto de duplicação da SC-108, entre Guaramirim e Massaranduba, já prometido por Colombo e, mais recentemente, por Moisés. Com essas três obras prontas, a região estaria redimida de uma espera de décadas pela ação de governantes que se sucederam com os mesmos discursos.

As origens

Dos três pré-candidatos a governador que andam pelo Estado apresentando seus currículos com promessas de governos de gestão, todos repetem, à exaustão, suas origens. Antídio Lunelli (MDB) e Dario Berger (MDB) alardeiam que vieram de famílias de agricultores. Jorginho Mello (PL) conta que vendeu paçoquinha quando menino.

Nisso, não são nada originais e nem os únicos. Em todas as eleições há candidatos tentando ganhar o voto do eleitor com histórias iguais ou semelhantes. Aliás, inédito seria prometerem acabar com o empreguismo político.

Senadores? Ausentes!

É inédito. Pela primeira vez temos um pré-candidato a governador (Antidio Lunelli/MDB) que, por ser o prefeito de Jaraguá do Sul, é visto com frequência em todos os cantos do município vistoriando obras.

Dário Berger (MDB), eleito em 2014 e Jorginho Mello (PL), pré-candidatos a governador, e Esperidião Amin/PP) eleitos em 2018, tomaram “chá de sumiço”. Daqui levaram, juntos, mais de 70 mil votos: Berger 20.025 mil, Mello 25.005 mil e Amin 27.792 mil votos. Mas, em 2002 temos eleições majoritárias e não demora eles (re) aparecem.

O governo itinerante

Governador Carlos Moisés (sem partido), bem orientado politicamente depois de livrar-se de dois processos de impeachment e de olho na reeleição, adota estratégia que remonta aos tempos do ex-governador Jorge Konder Bornhausen com os chamados “governos itinerantes”.

E decisivos para a eleição a governador de Esperidião Amin, então secretário de Obras de JKB. Por alguns dias, o governo instalava-se em determinada cidade para receber prefeitos e deputados em audiência, autorizando obras e liberando verbas. Moisés começa hoje (21) por Chapecó, levando R$ 250 milhões para o município do prefeito João Rodrigues (PSD).

Bolsonaro veta?

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetará os R$ 5,7 bilhões aprovados por senadores e deputados destinados ao Fundo que custeia campanhas eleitorais, noticiou a imprensa com destaque, ontem (20). Mas há quem diga que, nas entrelinhas, a leitura é outra.

Prevendo que Bolsonaro vai vetar em parte e não no todo, propondo reduzir o montante, até então de R$ 2 bilhões. O que, por si só, já é um absurdo. Seria um gesto combinado com o chamado “Centrão”, que o apoia no Congresso, como estratégia de marketing à campanha de reeleição.

Mão armada

Ao revelar a setores da imprensa regional, como o fez em entrevista ao JDV na segunda-feira (19), que anda armado e com segurança pessoal (fato que a coluna publicou tempos atrás) por conta de ameaças de morte que diz ter sofrido por sua postura de oposição ao governo e de críticas a outros poderes, o deputado Kennedy Nunes (PTB) causou furor.

Como marketing da campanha ao Senado, funcionou para quem ainda não o conhecia. Mas se isso se traduzirá em votos ainda não dá para saber. Kennedy é membro da Assembleia de Deus e bolsonarista de carteirinha.