Raças não existem!

Claudio Piotto

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação.

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20 de novembro, Dia da Consciência Negra

Precisamos trazer a todos esse debate, por esse motivo trago um estudo cientifico que derruba a ideia de raça, que foi criada para justificar a violência.

“Raças não existem. Trata-se de um conceito inventado”, segundo o geneticista Sérgio Pena

A partir de testes de DNA, Sérgio Pena se dedica a desvendar as origens do povo brasileiro – que, segundo ele, é o mais diverso do mundo. Ao longo de 25 anos de pesquisa, ele constatou que a população do país é, ao mesmo tempo, ameríndia, europeia e africana. Segundo o especialista, todos os brasileiros carregam em seu DNA uma proporção singular de ancestralidade europeia, ameríndia e africana.

A conformação Humna é complexa

Seu estudo também concluiu que a cor da pele, dos olhos ou do cabelo tem pouca relação com a ancestralidade. Ou seja, não faz sentido dividir as pessoas entre afrodescendentes e eurodescendentes, população branca e negra, pois a conformação humana é muito mais complexa do que isso.

Então a palavra ”raça” é obsoleta

Nosso trabalho e o de muitos outros mostram que raças humanas não existem como entidades biológicas. As raças humanas foram inventadas a partir do início do século XVI para justificar o tráfico e a exploração dos escravos africanos. Assim, elas não passam de construções sociais, financeiramente oportunistas. Acredito que, ao mostrar a inexistência das raças, a ciência tem um papel informativo e liberador para a sociedade, afastando preconceitos.

Quando se divide a sociedade pela cor da pele, como faz o censo do IBGE, por exemplo, valorizam-se características irrelevantes?

Este é um ponto crucial. Estamos dando muito valor para coisas pouco importantes, porque os genes que controlam a cor da pele são uns 10 ou 20, e nós temos 20 mil genes. Esses 10 ou 20 não têm nada a ver com capacidade intelectual, ou física. A única coisa que determinam é a cor da pele. É a diferença entre comprar um carro branco ou vermelho. Que diferença faz? O carro é o mesmo. Só muda a cor.

O que, segundo seus estudos, fez do Brasil o país mais diverso do mundo?

O povo brasileiro se originou da mistura gênica de povos originados de três dos "velhos" continentes da terra: a Ásia, através dos ameríndios, a Europa, dos colonizadores, e a África, dos escravos. O Brasil foi gerado pela mistura desses três grupos, enquanto outros países, como Paraguai e Bolívia, ficaram restritos a dois deles, ameríndios e europeus, porque não tiveram tráfico de escravos tão forte.

Mas, ainda que não exista raça, existe o racismo.

Há dois níveis. Um é o racialismo: a pessoa acredita que raças existem, mas não associa valores a elas. O outro é o racista, que não só acredita que as raças existem, mas que algumas são superiores. Na população na totalidade há a questão do racialismo, que é algo nefasto porque manter o conceito de raça vivo é igual a ter em casa um pitbull: a qualquer hora ele pode te morder. Parece irrelevante acreditar que as raças existem. Até que, de repente, começa a haver uma luta entre elas. Adaptado pelo colunista,https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2017/07/racas-nao-existem-trata-se-de-um-conceito-inventado-garante-o-geneticista-sergio-pena-9835374.html