Quando um amor vai embora

Carla Nunes

Carla Nunes é jornalista, cronista e editora do JDV Digital. 

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Cada pessoa sente a perda de um amor, o término de um relacionamento de maneiras diferentes. Para uns, é como se a casa fosse roubada. É um golpe. Quem já teve a casa invadida sabe bem como é a sensação. É desconcertante. A gente fica meio desconfiado de tudo, vai dormir mais cedo, não quer sair de casa pra não correr o risco de outra invasão e não quer, de maneira nenhuma, que se fale sobre o assunto.

Outros ficam enlutados. O período de luto é doloroso, amargo e só há tristeza, lembrança e saudade. Quando as pessoas estão de luto, não se engane, elas querem sim falar sobre o falecido, querem que você pergunte como tudo aconteceu, porque talvez falando sobre o ente querido a distância diminua um pouco. Assim é para os enlutados de amor que não morreu, mas foi embora, o que é bem pior. Essas pessoas querem falar muito sobre o assunto ainda, querem contar porque terminaram, e lutam para não deixar que as pessoas mais próximas se esqueçam do defunto.  Não querem que ninguém esqueça que os dois tiveram um laço.

Em outros casos, a sensação pode ser igual ao desaparecimento de uma pessoa. É um tormento, porque você espera por noticias todos os dias. Em todo fim de tarde alimenta uma esperança de que ele (a) volte pra casa. É muito ruim reconhecer que acabou quando se tem esperanças de que alguém possa voltar.  E é bem isso, quando alguém some, as famílias nunca deixam de esperar até que o corpo apareça. Enquanto não constatarem com os próprios olhos que não há mais nada a fazer, vão esperar. E tem mais.  Há os que sofrem em ritmo de carnaval. Saem pra beber todas as noites, não perdem uma festa e não querem passar nem um dia sozinhos. Acho que esse tipo de reação é a mais covarde, mas enfim, também é um modo de externizar a dor. Mas isso, pra mim, é engolir o sofrimento em dose, demora mais pra passar. Autoflagelo. Não acredito que alguém se cure de um amor dessa forma. Engana a si mesmo.

Não dá pra esquecer dos bebês emocionais. Os bebês emocionais choram, esperneiam, tem ataques de raiva, perseguem o ser amado, fazem ameaças e não aceitam o fim. Ficam se debatendo, como um peixe fora da água. Quando nada resolve, começam a fazer chantagens emocionais. E principalmente, colocam a sua felicidade na responsabilidade do outro. A frase mais típica do bebê emocional é -você nunca me amou, -só vou ser feliz com você? e você só me usou.  Independente das razões do término não há nada mais infantil que isso. A palavra de ordem nesses casos em que o parceiro (a) aprontou, traiu, mentiu, foi embora é: ame-se a si mesmo.

Mas não posso deixar de fora deste texto, os que sofrem porque o amor foi embora deles, eles deixaram de amar, mas ainda não sabem como lidar com isso. Dedico este parágrafo aos que não tem reação nenhuma. Para aqueles que tanto faz, tanto fez. Para aqueles que fizeram tanto que agora tanto faz. Para os que se perguntam pra onde foi aquele amor todo? Aquela loucura? Foi embora, caro leitor, foi embora. Porque o amor também se despede.

Notas

Partidos buscam mulheres para se lançarem em campanha - Com o veto às coligações proporcionais, partidos políticos têm feito uma corrida interna para ampliar o número de mulheres dispostas a se lançar em campanha. Como a nova regra obriga a partir deste ano que cada legenda tenha, de forma independente, ao menos 30% de nomes femininos nas urnas, partidos que não alcançarem esse percentual vão ter de barrar homens na eleição. Se a cota feminina não for alcançada, a lista de homens terá de ser reduzida na mesma medida e a chapa será então proporcional. Em eleições anteriores, quando a cota do gênero já estava valendo, mas o veto às coligações ainda não, os partidos se coligavam e valia a média de candidaturas femininas do bloco. Na prática, uma legenda podia salvar a outra. Agora é cada uma por si. E além de estabelecer uma percentagem mínima de candidaturas de mulheres, as regras eleitorais determinam que os partidos destinem ao menos 30% de sua verba do Fundo Eleitoral para as campanhas femininas. A corrida por mulheres candidatas está acontecendo em todos os partidos.

Escola de gastronomia organiza duas oficinas - O Chef Gourmet, escola de gastronomia sediada em Jaraguá do Sul, está organizando duas oficinas para capacitação de interessados no universo gastronômico. No dia 22, o chef e professor Gabriel Leoni fala sobre melhores cortes de legumes e verduras para várias preparações e também como congelá-los. Já nos dias 28 e 29, é a vez de a chef Dominique Conceição ensinar aos participantes os segredos da preparação de ovos de Páscoa. As inscrições podem ser feitas pelos telefones (47) 9 9115-8506 e 3055-0679. Para saber mais, basta acessar www.escolachefgourmet.com.br ou seguir as redes sociais da marca.

Secretaria de Saúde promove audiência pública - Os resultados do último quadrimestre serão apresentados à população pela Secretaria de Saúde de Massaranduba na segunda-feira (24), a partir das 9h30min, na Câmara de Vereadores. O relatório dará também os números consolidados do ano. A audiência é o meio pela qual a comunidade pode acompanhar a execução da programação anual da saúde relativos a 2019 e os principais detalhes sobre recebimentos e aplicação dos recursos financeiros e prestação de serviços.

CARNAVAL – O Clube Atlético Baependi promove no dia 25, terça-feira, o carnaval infantil a partir das 14h, com animação do Dj Xalinho e tendo como atração o Robô Led. No local haverá food truck. Evento gratuito para sócios e não sócios a R$ 5,00. Até cinco anos é livre.

Centenário realiza a festa de rei e rainha - A Sociedade Desportiva Recreativa Rio da Luz II – Salão Centenário, realiza no dia 22, sábado, a festa de rei e rainha com baile, a partir das 18h com a concentração dos sócios e uma hora depois a busca das majestades, Muriel Cristo e Jehnefen Tonello (rei e rainha), Natalício Shimanski, David Horongozo, Cecília Schimanski e Tânia Fischer (cavalheiros e princesas). Aldoir Oldenburg será o comandante. O baile começa às 20h30min com a Banda GBD, posteriormente o Grupo Chama e para finalizar a noitada, o Grupo Talagaço. O valor por participante é R$ 35,00 com direito ao buffet, duas horas de bebidas livre (cerveja, refrigerante e água) e impresso para o baile. Quem for apenas para o baile pagará R$ 15,00.