Quando a "lousa" virou teclado

Claudio Piotto

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação.

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Quando a “lousa” virou teclado

Tudo parou, de uma hora para outra a sala de aula foi para internet e sua "lousa" virou teclado, o que fazer? Como fazer? É necessário, mais do que nunca o cuidado socioemocional com esse profissional para que possa atender bem seus alunos e corresponder às expectativas das instituições. Entender que todas as possibilidades são possíveis através da tecnologia, é preciso quebrar a resistência com o novo e as transformações. Deixar de ser o centro em uma sala de aula é importante para sua transformação. Ser Professor é um caminho de muitas possibilidades para conhecer muito da vida, pois uma sala de aula é um mundo em poucos metros quadrados, melhor, de muitos gigas bytes. Esses ambientes apresentam riquezas incalculáveis, capaz de criar experiências inesquecíveis. “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais...” Rubem Alves. É necessário serenidade para as tomadas de decisões em relação ao caminho a ser tomado sobre as aulas, pois não existe ano perdido, é um ano que possibilitou novas oportunidades, um ano que vem para desconstruir o medo e preconceito da educação à distância, remota ou virtual. Mais uma vez o professor foi provocado, desafiado a buscar saídas para dar conta das necessidades postas, mesmo contrariando todas as adversidades, seja de recursos financeiros ou de conhecimento, e estão dando exemplo de profissionalismo e competência e por isso reafirmo a frase de Nelson Mandela: “A Educação é a ferramenta mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”, completo a frase dizendo que o professor é o caminho para que essa ferramenta seja verdadeira e eficaz. Parte desse texto fez parte de um post em meu linkedin.

 

Nem todos podem ser professor

Nem todo professor é um bom professor, assim como nem todos que se vestem dessa honrada profissão deveriam. A educação no Brasil foi idealizada para ser um subproduto da consciência e da construção social e política, sendo constantemente desacreditada pelas políticas educacionais brasileiras, por exemplo, quando você permite que profissionais não formados para tal, usem o título de professor e atuem como, dão a ideia que ser professor é um dom ou ter “notório saber”, é o mesmo que dizer: para ser professor basta entrar em uma sala de aula ou se auto intitular como professor, baseando-se apenas em livros didáticos para realizar a prática.

 

Como vejo

Ao meu ver isso é desqualificar nossa profissão. Para ser um bom professor você precisa estudar sobre educação, você precisa aplicar educação, você precisa escrever sobre educação, e principalmente ter postura de professor. O bom professor evolui a cada ano, aprendendo todos os dias com cada um de seus alunos, somando seus acertos e enxergando seus erros. Quando tivermos uma entidade de classe, ou lei que exija que o título de professor seja exclusivo do profissional que estudou, defendeu teses e aplicou na escola teremos uma educação de excelência, exigindo com razão esse retorno, “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Paulo Freire.