Projeto do contorno ferroviário de Joinville terá de ser revisto

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Contorno ferroviário

Ainda sobre declarações do ministro Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura, em reunião online com empresários de Joinville sobre obras federais no Norte catarinense na segunda-feira (30).

O projeto do contorno ferroviário daquele município, paralisado desde junho de 2011 por conta de problemas com aterros sobre solos moles na bacia do Rio Piraí e região do Bairro Itinga, terá de ser revisto. Porém, não há previsão orçamentária para 2021.

Segundo Freitas, a obra, com 17,9 quilômetros de extensão implica em investimentos de R$ 450 milhões e o governo não tem esse dinheiro.

Sem previsão

Por isso mesmo, não há qualquer previsão sobre quando sairá do papel.

O ministro adiantou que ontem (2) haveria uma reunião em Brasília do conselho que discute políticas do Programa de Parcerias de Investimentos, com indicação para que a obra fique a cargo da concessionária Rumo/ALL, que opera o ramal Sul. A ser incorporada quando for feita a prorrogação do atual contrato.

Mas, se o governo for esperar o fim do atual contrato, renovado por 30 anos em 2019, nada teremos nas próximas três décadas.

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Mas, o contorno do atual traçado começa em São Francisco do Sul, onde a obra também foi paralisada há muitos anos, atravessa Araquari, Joinville, Jaraguá do Sul e Corupá.

Em Jaraguá do Sul, o projeto saiu do papel no governo de Irineu Pasold, porém embargado por suspeitas do Tribunal de Contas da União de superfaturamento (o que jamais ficou provado).

O ministro não citou os outros municípios da região onde o problema de mobilidade urbana também se agrava por conta da passagem dos trens de carga. E nem lhe foi perguntado. Aliás, perguntar não ofende: por que nenhum deputado ou senador de SC tem se interessado?

Licitação 1

A exemplo do procedimento feito em Jaraguá do Sul para contratar assessores que vão trabalhar com os eleitos na Câmara de Vereadores, em Joinville o prefeito eleito do Novo, Adriano Silva, já autorizou o processo de licitação para contratar secretários municipais, diretores e coordenadores.

Com salários que variam de R$ 6,2 mil a R$ 12,7 mil, mesmo valores pagos atualmente naquela prefeitura.

Licitação 2

Por nomeação direta do prefeito eleito, que está em isolamento por ter contraído o vírus da Covid-19, num primeiro momento são cerca de 105 cargos de confiança dos mais de 500 existentes.

Mas, com a (vasta) qualificação técnica exigida, provas escritas e conhecimentos específicos, não será fácil encontrar profissionais habilitados com os salários oferecidos. Exceto desempregados.

Faça o que digo...

Muitos prefeitos eleitos e reeleitos têm sido “conselheiros” sobre os cuidados que as pessoas devem ter com o vírus da Covid-19. Mas, de vez em quando, se declararam contaminados.

Por exemplo, Mário Hildebrandt (Podemos) de Blumenau e Adriano Silva (Novo) de Joinville. E o atual, Udo Döhler (MDB), Gean Loureiro (DEM) em Florianópolis, Clésio Salvaro (PSDB) em Criciúma e por aí vai.

Ora, que credibilidade podem ter? Nenhuma, né?

Projeto da juíza Sônia Moroso

A juíza Sônia Maria Mazzetto Moroso Terres, que já foi titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Guaramirim, onde fundou (com pessoas da comunidade) o Lar da Criança Marcos Valdir Moroso, instituição habilitada a acolher crianças e adolescentes de Guaramirim, Massaranduba e Schroeder, é autora de projeto que já tem mais de 80 mil assinaturas.

Defendendo que criminosos não só cumpram a pena estabelecida, mas que também indenizem suas vítimas, ou as famílias.

A proposta está no Congresso Nacional e no Ministério dos Direitos Humanos.

Moroso também participou da Comissão que elaborou o anteprojeto alterando o Estatuto da Criança e do Adolescente. E que culminou com a edição da Lei nº 12.010, de 2009- a Lei Nacional da Adoção vigente.

Saindo do MDB

Senador Dário Berger vai anunciar sua saída do MDB, para onde foi levado pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira e contra, diga-se, a vontade de outras lideranças emedebistas.

Berger, figura solitária no partido do qual perdeu a presidência estadual, vai para o PL do senador Jorginho Mello. E ambos já articulando a eleição majoritária de 2022: Melo para governador e Berger, com apoio do colega, na reeleição para senador.

Conversas

Na outra ponta deste negócio, que no Brasil já virou profissão, despontam as deputadas Ana Paula da Silva (a Paulinha/PDT), ex-prefeita de Bombinhas, e Carmem Zanotto (Podemos), que perdeu a eleição para a prefeitura de Lages por diferença de 56 votos.

Zanotto, que já recusou convite do governador Carlos Moisés para assumir a secretaria estadual da Saúde, pensa em uma chapa majoritária ao governo do estado. No que a colega pode ajudar. E muito!