Ponte da Zanotti

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Em janeiro o prefeito de Guaramirim, Luiz Antônio Chiodini (PP), esteve na Defesa Civil Estadual em Florianópolis, atrás de recursos, em parceria com o município, para reformar a conhecida e polêmica ponte da Zanotti, muito usada principalmente por funcionários da empresa fabricante de elásticos que moram em Guaramirim.

A ponte foi interditada para veículos há cerca de doze anos, depois que a pista de rolamento cedeu por causa de problemas nas fundações provocadas pela grande enchente de 2008 e agravados pela enchente de 2011.

Porém, o prefeito ressalva que a estrutura, ligando os bairros Imigrantes e Centenário (no limite com Guaramirim) só será liberada para pedestres, ciclistas e motociclistas. A construção de uma nova ponte não é cogitada pelo município e pelo que consta, nem por Jaraguá do Sul, como já foi discutido em passado recente.

Gastança contida

Mais cortes na Câmara de Vereadores de Joinville.

Depois do fim das diárias para os vereadores, os 19 vereadores eleitos em novembro já se comprometeram em abrir mão dos celulares corporativos em 2022. Este ano, apenas 30 linhas (em 2020 eram 40) serão contratadas.

Ao longo dos próximos dois anos, cerca de R$ 2,7 milhões não serão gastos com materiais de expediente, correios e insumos cotidianos com o corte da verba de gabinete. E só dois automóveis locados à disposição dos vereadores. Enfim, é o fim da farra com dinheiro público, de impostos.

Na Mesa

Senador Jorginho Mello (PL), bolsonarista de primeira hora e vice-líder do governo, agora faz parte da Mesa Diretora do Senado presidida por Rodrigo Pacheco (DEM/MG). Assume a função de primeiro suplente de secretário. Há 24 anos SC não tinha cargos na Mesa.

Discursos 1

Discurso do senador Esperidião Amin: “O Senado precisa apresentar um serviço melhor à sociedade neste ano de 2021. Nós temos questões importantes como o combate à pandemia, vacina, reabilitação da nossa economia, assistência aos desempregados, e aqueles invisíveis que nós conseguimos socorrer no ano passado”.

Discursos 2

Discurso do senador Dario Berger (MDB): “Mais um ano legislativo se inicia com muitos desafios pela frente. Que seja um ano produtivo. Temos pautas importantes a serem analisadas e que precisam sair do papel para resgatar o desenvolvimento econômico e social do país. Que o diálogo, equilíbrio e o consenso prevaleçam”.

Paz e amor

Consolidado o tal governo de coalizão, onde já estão deputados do PP, PSD e MDB, ocupando secretarias importantes (Agricultura, Comunicação e Educação) o governador Carlos Moisés (PSL) foi à Assembleia Legislativa na terça-feira (2), como é de praxe na abertura do ano legislativo.

Agora, e bem diferente da postura do ano passado, com um discurso “paz e amor”.

Na mensagem anual aos deputados, Moisés, repetidas vezes, citou o “diálogo” como meio indispensável para que haja entendimento entre os dois poderes focando no bem comum. A vice-governadora, Daniela Reinher (sem partido), acompanhou a cerimônia. Entrou muda e saiu calada. Ela e Moisés, apesar do reiterado diálogo, mal se cumprimentam.

Mais  mudanças

Sobre mais mudanças em secretarias e diretorias do seu governo, com a participação de parlamentares estaduais, o governador admitiu possíveis novas alterações. Desde que tenham “envergadura para os cargos”. Em seu discurso de posse, há dois anos, foi taxativo quando disse que “deputado foi eleito para ser deputado”. Aliás, já está pronto um projeto do Executivo propondo uma minirreforma administrativa, “um pequeno enxugamento da máquina, com recolocação de diretorias e cargos”. 

Para cobrar

Moisés voltou a garantir investimentos de R$ 10 bilhões nos próximos dois anos, mas sem detalhar onde. Parte do bolo será investido de maneira consensual com os deputados. Mas, o grande cavalo-de-batalha será mesmo a reforma da Previdência dos servidores estaduais. O rombo atual (acumulado ao longo dos anos) é de R$ 5 bilhões/ano. Em dezembro de 2020, eram 88.023 mil servidores ativos e 73.983 aposentados e pensionistas. O desembolso bruto do Estado, não incluída a contribuição dos ativos, batia na casa de R$ 1.125.60.358,61/mês.