Moisés tenta uma reaproximação com Bolsonaro

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Um pedido formal para audiência com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já está protocolado em Brasília pelo governador Carlos Moisés (PSL).

Moisés tenta uma reaproximação, depois de eleito às custas da “onda Bolsonaro” e imaginar que, de fato, tenha sido ele (Moisés) o autor de tamanha façanha. A manobra de reaproximação com o Planalto começou com a visita a SC do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, articulada pelo deputado federal Daniel Freitas (PSL).

Salles levou relatos sobre a pandemia no Estado. A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, visita SC nos dias 27 e 28.

Validade da CNH

Projeto de lei do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entregue pessoalmente ao deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ) no dia 4 de junho de 2019, propondo, entre outras coisas, novos prazos de validade da Carteira Nacional de Habilitação, foi votado e aprovado em parte pela Câmara dos Deputados.

Alterando dispositivos do Código Nacional de Trânsito. Entre as mudanças está a ampliação de validade da CNH, de cinco para dez anos, para motoristas com idades abaixo de 50 anos. De cinco anos para quem tem idades entre 50 e 70 anos e de três anos para os demais.

No projeto original, Bolsonaro atendeu pedidos da categoria de caminhoneiros. Além de maior prazo de validade da CNH, o limite de pontos na carteira subia de 20 para 40, porém a mudança foi excluída pelos deputados.

Pelo texto já aprovado, a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para crianças passou de até sete anos para até dez anos, ou altura de 1,45m. A Câmara ainda analisa outros pedidos de mudanças no CNH para, depois, encaminhar à análise e votação no Senado.

Atividades escolares

Por conta da pandemia do coronavirus, é provável que as atividades escolares não presenciais nas redes de ensino públicas e privada se estendam até 31 de dezembro, como prevê uma Resolução do Conselho estadual de Educação publicada na quarta-feira (24).

O CEE também autoriza a adoção do sistema híbrido, que combina o ensino remoto com aulas presenciais. Desde que rigorosos protocolos definidos pelas autoridades de saúde sejam adotados.

Ainda não há qualquer indicativo de que, na prática e embora necessário, a adoção de aulas pelo sistema online vá ter resultados positivos para os alunos. Sem falar naqueles que não dispõem de internet e, consequentemente, sem chances de interagir e questionar.

Na verdade, o que se vê é uma extrema exaustão de professores, que em sua totalidade, pode-se dizer, não estão capacitados para uma situação de emergência do gênero.