PSICOTERAPIA FAMILIAR

Olhar para dentro nunca foi um exercício comum da humanidade, afinal fomos preparados para viver a busca de realizações, que podemos dizer sociais, de um espaço profissional e na sociedade. Sejam estes de escolha do curso de formação, do exercício profissional que melhor paga, que é melhor visto e até mesmo o que é mais admirado socialmente.

Fomos “criados” para nos importar com os outros, com o que nossos pais desejam e esperam de nós, em construir família e adquirir bens e conforto e nem ao menos questionamos tais passos. Mas os tempos andam mudando e o sentimento de inadequação, solidão, tristeza, mesmo tendo “tudo” aparece cada vez mais. Começamos questionar o porque desse buraco que não cessa, dessa sensação de fragilidade, de querer chorar, de impotência e até mesmo de que a vida não vale pra nada. Afinal fiz, tudo que precisava ser feito e mesmo assim a insatisfação continua.

Estamos vivendo momentos novos, onde a dimensão do que é futuro, tornou-se distante. A escolha agora é vivermos o aqui e agora. E o que fazer? Casal que se olha estranho, que se mostra cada vez mais distante, filhos que não entendem o seu lugar e pais que não conseguem lidar com os novos filhos. Sim, novos filhos, diferentes de nós, com uma sede de liberdade e sinceridade que por vezes nos faz pensar onde erramos.

E aí, depois de tempos de sinais de alerta, decidem buscar ajuda. Para alguns a psicoterapia é para os filhos, para outros primeiro o casal, para outros ainda somente para aquele que está mais sofrendo. O processo de olhar para o que ocorre com nossas emoções e sentimentos inicia, novas portas se abrem, encontram os nós de toda uma história familiar, que brota de geração em geração e que agora faz todo um sentido de estar vivendo tal realidade.

A partilha das descobertas entre a família acontece naturalmente daquele que iniciou a busca do auto conhecimento e começa a despertar o desejo de que a relação deles se aprofunde e possam ser cúmplices de uma nova história que atualmente as pessoas dão o nome de “novos tempos”. Assim a psicoterapia familiar vem acolher as dores familiares, a reconectar almas e juntos constroem uma relação amorosa e saudável onde o que são na sua essência e que antes não conheciam, é o mais importante do que viver papéis.

A transformação dessa família é linda de se ver, pois a fragilidade emocional inicial, fez com que buscassem na ajuda à força, na união o respeito as diferenças e a individualidade os trouxeram de volta ao seu próprio eixo.

Até mais. Se cuide!