POLÍTICA & POLÍTICOS

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Faz tempo - A construção de uma Unidade de Pronto Atendimento para desafogar o extraordinário público médio de 6,5 mil pessoas/mês no pronto socorro do Hospital São José é assunto recorrente na Câmara de Jaraguá do Sul. E faz tempo. Em setembro de 2009 (governo Cecília Konell) o então secretário da Saúde, Irineu Pasold, anunciava a construção de uma UPA. Em terreno localizado entre os bairros Chico de Paula, Tifa Martins e São Luís, com mil m² de área edificada e equipada com ambulância, Raio-X, pediatra e clínico-geral, ambos às 24 horas do dia. Toda a estrutura deveria funcionar em março de 2010.

Oito anos depois, em março de 2017, a empresa Nakazima Engenharia Ltda, de Florianópolis, começou a construção (FOTO) de uma das duas UPAs prometidas no governo de Dieter Janssen, às margens da BR-280 (Água Verde). E anunciadas como grandes prioridades na área da saúde, mas nada foi além da terraplanagem. Pelo terreno a Prefeitura pagou R$ 1,3 milhão. O prédio, orçado em R$ 4,2 milhões, seria inaugurado em 18 meses. Hoje, passados dez anos e três prefeitos, ninguém sabe, ninguém viu, como na música “Conceição, do imortal Cauby Peixoto.

Méritos?- Um pente fino nos números que as câmaras de vereadores apresentam nesta época do ano no que toca a proposições, mostrará que, exceto um punhado de parlamentares com boas propostas na cabeça, o resto se resume a homenagens politiqueiras, denominação de ruas, criação do dia disso e daquilo e um fardo de papéis com cobranças por serviços que deveriam perdurar na rotina de trabalho das prefeituras. O que não ocorre por conta da fiscalização precária, mormente nos setores de obras e urbanismo.

Vergonha!- Vai demorar quatro meses para que policiais militares recebam novos coletes a prova de balas- os atuais estão vencidos. A segurança pública de SC é tratada há décadas com mercadoria de segunda. A preocupação em repor o contingente, por exemplo, é recente. Mas saem mais (aposentadorias, por exemplo) do que entram. Aliás, quando se fala em mais 200 viaturas para a polícia, não se trata de aumento da frota pois é provável que 300 delas estejam com sérios problemas. Em passado recente já vimos fardas remendadas. E assim segue a carruagem

Décadas de desconforto - Em seu primeiro mandato (2001/2004) o então prefeito de Guaramirim, Mario Sérgio Peixer (PFL), anunciava a implantação do transporte urbano integrado de passageiros, transformando o prédio, que há décadas abriga a rodoviária, em um terminal central. Para usuários urbanos, intermunicipais e interestaduais. Peixer foi reeleito em 2004 e nada aconteceu. À época, a Prefeitura havia comprado e quitado o imóvel que era da Rede Ferroviária Federal S.A, mas a escritura definitiva do prédio só saiu 15 anos depois, em 2016, último ano do governo de Lauro Frölich (PDS). Que anunciou a restauração do imóvel, fazendo dele um ponto turístico e de lazer. Nada saiu do papel.

Sem avanços- Nos quatro anos do sucessor, Nilson Bylaardt (MDB), o projeto não teve andamento. Em 2018, a estrutura construída em 1910 apresentou problemas, com necessária interdição. As agências que vendem até mesmo passagens de avião iriam para outro lugar até fevereiro de 2019. O que não ocorreu. O prefeito Luiz Antônio Chiodini (PP) diz que uma área considerada ideal para uma rodoviária não pode ser da Prefeitura. Pertence ao vereador Osni Bylaardt (MDB), o que impede, por lei, que o negócio seja feito entre ele e o município.

Encaminhado - Sinal verde da Defesa Civil do Estado para que a Prefeitura adquira casas moduladas destinadas a famílias que venham a ser atingidas por fenômentos da natureza. Como ocorreu na Vila Freitas, em fevereiro desse ano. Por conta disso, o município, responsável pelo "habite-se" concedido para efeitos de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano, paga, por prazo indeterminado, aluguel social para 38 famílias. Com custo ao redor de R$ 700,00 (cada) até que a Defesa Civil, em laudo técnico, ateste segurança na liberação dos imóveis interditados. Ou não.