POLÍTICA & POLÍTICOS

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Olhos na Prefeitura - À lista de pretendentes a prefeito de Jaraguá do Sul em 2020, onde já figuram Antídio Lunelli (MDB/reeleição), deputado federal Fábio Schiochet (PSL) e o empresário Leandro Schmökel Gonçalves (Novo), acrescente-se o vereador Anderson Kassner (PP), Dono de 3.550 votos em 2016 e, até agora, aliado importante de Lunelli na Câmara de Vereadores, também sonha em comandar o Executivo de uma das maiores cidades de Santa Catarina. Ele, quando perguntado, invariavelmente responde ser um nome à disposição do partido. Porém e obviamente, o PP só terá candidato próprio numa (improvável) desistência de Lunelli e, ainda, se o MDB não lançar candidato e apoiar um pepista, como o fez com Dieter Janssen em 2012. Esse é o quadro, hoje. Mas, já dizia o ex-deputado federal Ulisses Guimarães (MDB/SP), em política até boi pode voar.

Bicudos- A eleição da deputada federal Geovânia de Sá para o comando do PSDB catarinense não apaziguou o ninho tucano, em convulsão desde a massacrante derrota nas eleições de 2018, seja no âmbito nacional como em SC. Ao contrário, apenas reascendeu incontornáveis discordâncias internas. Entre os descontentes está o deputado Vicente Caropreso.

Em campanha- Não são poucos os militares PMs dispostos a disputar vagas em Câmaras de Vereadores e, até, o cargo de prefeito nas eleições municipais de 2020. Particularmente, na região da Grande Florianópolis. A pouca distância entre as eleições de 2018 e do ano que vem ainda pode render saldo positivo nas urnas para candidatos dessa categoria de servidores públicos.

O projeto de Reforma da Previdência dos servidores públicos estaduais que o governador Carlos Moisés (PSL) enviou à Assembleia Legislativa, fica para o ano que vem. Não por acaso um ano eleitoral. Volta a ser apreciada só em fevereiro, provavelmente com os remendos de sempre para preservar nas urnas os votos da categoria em 2020 e 2022.

Problemas- Ao cidadão menos informado, passa despercebido um dado do relatório da Defesa Civil de Jaraguá do Sul, entre janeiro e novembro: a patologia em edificações ocupa o 6º lugar entre 17 tipos de atendimentos procedidos pela DC, com nada menos que 51 registros. Esse é o ramo da engenharia que estuda sintomas, mecanismos, causas e consequências de deficiências na edificação de casas, prédios, etc. Como rachaduras e infiltrações. Desvalorizando o imóvel e gerando despesas consideráveis no conserto, conforme a extensão.

Caixa raso- O orçamento do Estado para 2020 é de R$ 34 bilhões, em arrecadação bruta. Mas, diz a secretaria estadual da Fazenda, a receita bruta de 2019 já está batendo em R$ 38 bilhões. O secretário da pasta, secretário Paulo Eli, explica que a redução da recursos ocorrerá por conta de uma estagnação das receitas do governo federal. Que, por isso mesmo, repassará menos dinheiro para SC no ano que vem. Resumindo, se já estava ruim, vai piorar.

Novos partidos - O Ministério Público já se manifestou contra essa esbórnia partidária, mas por quatro votos a três o TSE decidiu aceitar a formação de novos partidos políticos com assinaturas eletrônicas. Porém, exigindo uma regulamentação específica e, para isso, não há prazo estabelecido. O que deve tirar o Aliança pelo Brasil, criado pelo presidente Jair Bolsonaro, das eleições municipais de 2020. Já temos, no Brasil, 32 partidos reconhecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral. Outros 77 estão na fila de espera, incluindo o Aliança. Na França existem 14 partidos políticos, o Reino Unido tem 13 e o Chile 9, por exemplo.

Sem programas- Senadores Esperidião Amin (PP) e Dário Berger (MDB) votaram a favor do veto do presidente Jair Bolsonaro (APB) contra a volta dos programas partidários na TV e no rádio (propaganda eleitoral é outra coisa). Mas Jorginho Melo (PL), um bolsonarista como ele mesmo diz, votou a favor da derrubada do veto, aprovado na Câmara dos Deputados, mas não no Senado. Tais programas, que são pagos, ao contrário da propaganda eleitoral (pelo que os partidos não pagam), custariam mais R$ 450 milhões para os contribuintes. Nós, é claro.