POLÍTICA & POLÍTICOS 17.07.2019

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

Ver artigos

Mobilidade urbana - Com 415 mil veículos automotores rodando pelas ruas da cidade e população estimada em 583 mil habitantes (IBGE/2018), Joinville tem a 25ª maior frota do país, segundo o Departamento Nacional de Trânsito. Tal desproporcionalidade na relação veículos/pessoas, também é vista em Jaraguá do Sul que, segundo o Departamento Estadual de Trânsito, tinha em junho deste ano uma frota de 120.344 mil veículos para população estimada de 174 mil habitantes (IBGE). Aliás, em novembro de 2014 a Prefeitura contratou a Urbtec TM – Engenharia, Planejamento e Consultoria Ltda., de Curitiba, para elaborar os planos municipais de Transporte Público Coletivo e de Mobilidade.

Mourão - Vice-presidente Hamilton Mourão vem a Santa Catarina na sexta-feira (19). Faz palestra sobre a atual conjuntura nacional na Federação das Indústrias de Santa Catarina para um público formado por lideranças políticas e empresariais a convite da Associação Catarinense de Rádio e Televisão. Pavio curto, a pedido do presidente Bolsonaro, Mourão tem contido a língua. Ao contrário do próprio presidente que dia sim, dia não, fala alguma besteira.

Boa iniciativa - Projeto do deputado federal José Medeiros (Podemos/MT) amplia para 50 anos a pena máxima para o cumprimento de sentenças, dependendo do tipo de crime cometido, como homicídio qualificado e feminicídio (assassinato de mulheres), por exemplo. Hoje, não há limite de anos nas penas estabelecidas, mas ninguém fica na cadeia por mais de 30 anos. Aliás, não se sabe o porquê de não se propor prisão perpétua.

Previdência - “É uma pena que a politicagem tenha retirado estados e municípios da Reforma da Previdência”. O discurso é do senador Esperidião Amin (PP) e corrobora o que a coluna tem dito: parlamentares da Câmara dos Deputados, com ênfase para estados do Nordeste, forçaram a mudança porque temem, apenas e simplesmente, perderem votos em seus currais eleitorais as próximas eleições. Mas, podem escrever: serão os primeiros a pedir dinheiro à União para cobrir o rombo previdenciário, que já é gigantesco.

Retribuindo - São João do Itaperiu foi um dos 64 municípios catarinenses contemplados com ônibus escolares entregues na segunda-feira (15) em Florianópolis pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Por indicação do senador Dario Berger (MDB), que em 2014 fez 759 votos no município, num universo de 2.637 votos bons.

Retrocesso - Senador Jorginho Melo (PL) defende o fim das férias parlamentares de julho- que em Brasília (nos estados e municípios, também) chamam de recesso. Na verdade, um retrocesso nesta fase difícil que o país atravessa e cujo futuro depende dessa gente aboletada na Câmara e no Senado. Nem merecido é descanso de 15 dias, por nossa conta, como sempre.

Nada feito - Quase quatro anos depois do contrato que custou R$ 398 mil, nada saiu do papel. Retrocedendo no tempo, já em 2010 a ex-prefeita Cecilia Konnel apresentou projetos da ponte do Rau/Amizade e do chamado Viaduto/ponte em frente à Scar (recentemente anunciada como obra a ser feita pelo governo atual) como parte do planejamento de mobilidade urbana, incluindo a mudança do terminal central do transporte coletivo que implicaria na demolição do Ginásio de Esportes Arthur Müller.

Quando? - Neste ritmo, considerando o crescente trânsito regional de passagem e a crônica falta de recursos, é possível afirmar que nos próximos dez, quinze anos, governo nenhum dará soluções. Mesmo que a mobilidade urbana seja sempre um dos temas principais das campanhas eleitorais. Quando muito, o que vemos, na prática, são as perigosas ciclofaixas e centenas de controladores de velocidade de todo tipo. Até mesmo as já banidas lombadas físicas foram ressuscitadas. E, neste caso, exatamente o inverso de mobilidade.

Arquivado - Jorge Mussi (catarinense), ministro do Superior Tribunal de Justiça, mandou arquivar cinco ações que pretendiam, como se pode dizer, um “terceiro turno” nas eleições presidenciais de 2018. Uma delas acusava o dono do Grupo Havan, Luciano Hang, de coagir funcionários a votar em Jair Bolsonaro (PSL) e de quem foi um grande cabo eleitoral voluntário. Com isso o empresário deve se livrar, também, de ação trabalhista do gênero.