Os escorpiões de Bolsonaro

A J Marchi

Questionamentos evidentes, obviedades improváveis e banalidades incomodas. 

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Continuando a análise do atual e truncado sistema político brasileiro, eis que um grande empresário do ramo petroquímico, a mando do sistema engendrado pelo velho sapo, procurou um certo juiz federal de Curitiba e militante do PSDB para fazer denúncias sobre propina na Petrobrás. O velho sapo amargava na alma a dor da traição imposta pelo ingrato escorpião. Por isso, a vingança calculada causaria no escorpião, a dor e a humilhação da prisão. O velho sapo, com muita maestria, movimentou as peças do tabuleiro. Peão e rainha foram rapidamente destronados e um deles foi preso. Enfim, o velho sapo havia devorado o seu desafeto.

Sapos, são como aquelas pessoas “boazinhas” que tentam agradar a todos. Porém, é necessário ser bom o bastante, o que é diferente de “bonzinho”. Quem é bom, abomina a falsidade e a desonestidade. Já, os escorpiões, são aqueles indivíduos aproveitadores, que muitas vezes são até simpáticos e excelentes comunicadores, embora, tenham muita dificuldade em responder questionamentos profundos. São extremamente vaidosos, soberbos e egocêntricos. Infelizmente, a pandemia apresentou-nos alguns deles.

O que aconteceu depois, todos sabemos. A lava-jato foi implacável com todos os políticos do PT, e relativamente seletivo quanto aos amigos do PSDB, abrindo assim, o caminho para o Impeachment da Dilma. A Lava-jato, agora sabemos, trabalhou de forma parcial, rápida e certeira. Por este motivo, os “Onze togados e um segredo”, querem desfazer tudo e livrar a cara do escorpião, o “calango nordestino”. Mas, trabalho feito, rei preso, rainha deposta e caminho livre para o sistema comunista de coalisão voltar ao poder. O sistema fez alianças com o capeta, juntou todas a forças possíveis, arrecadou dinheiro e muito tempo na mídia global. Tudo estava certo. Todas as possibilidades de zebra foram estancadas, nada poderia barra-los e a vitória estava certa. Então entra no jogo a mão invisível do sobrenatural que mudaria a história de forma inacreditável. Afinal, ninguém poderia interferir no joguinho sórdido e acabar com a festinha dos últimos 34 anos. Absolutamente, não!

Eis então, que um homem só, chamado de tosco como um forasteiro cowboy e desdenhado de louco, de fora do sistema corrupto, sem dinheiro, sem mídia e como obra divina, vence a eleição usando apenas dois revolveres, ops, dois celulares chineses e um lema: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. O sistema das trevas entra em pânico. Não conseguem entender como algo impossível aconteceu. Para o sistema orgulhoso, a humilhação é um prato difícil de digerir. Entretanto, o sistema comunista vermelho é abusado. “Oras bolas! Se não podemos vence-lo, vamos então, eliminá-lo! ”

Uma emboscada foi preparada. Uma lamina assassina foi afiada pela mão do sistema das trevas e transpassou sua camisa verde-amarela, mas, seu sangue vermelho negou-se a mancha-la. Soldado ferido não é soldado vencido. Para ele, Deus não abandona seus escolhidos. O homem maluco vence a eleição sem precisar fazer um debate sequer. O “EleNão” é empossado e o sistema é envergonhado. No entanto, o sistema é maquiavélico. A tática da facada pela frente falhou. A nova técnica é infiltrar seu garoto “herói” no governo do cowboy e tentar implodi-lo, apunhalando-o pelas costas. Acontece que o menino prodígio de Curitiba não gosta de homem tosco, embora tenha sido ele quem o procurou na cama do hospital para oferecer-lhe ajuda. Só, que de forma cínica, a mando do sistema do qual participa! (...continua na próxima terça-feira)