O dinheiro volta, diz Moisés

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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O dinheiro volta, diz Moisés

"O dinheiro é dos catarinenses. Seja investido em rodovias federais, estaduais, municipais, o benefício é do catarinense. Esse dinheiro volta rapidamente. Volta em desenvolvimento, volta em impostos".

O apelo e quase em tom de súplica, feito pessoalmente, é do governador Carlos Moisés (PSL/ao centro da foto) em reunião a portas fechadas com líderes de bancadas e de partidos políticos na Assembleia Legislativa. Para que derrubem veto da ex-governadora interina, Daniela Reinehr (sem partido) a projeto de R$ 350 milhões para obras em rodovias federais que cortam o Estado.

PGE: inconstitucional

O veto de Daniela seguiu parecer da Procuradoria Geral do Estado considerando o projeto inconstitucional porque os deputados, em emenda, acrescentaram R$ 100 milhões à proposta original de Moisés. Mas, alegam ser prerrogativa da Casa propor emendas ao orçamento do Estado.

O valor a mais permitiu incluir a BR-280, de São Francisco do Sul à BR-101. “Sentimos que há, sem a discussão sobre a legalidade dos atos, mas no mérito, um aplauso ao projeto”, disse o presidente da Assembleia, Mauro de Nadal (MDB).

Interesse é político

A fala de Nadal pressupõe que, mesmo havendo uma suposta ilegalidade por conta da emenda do Legislativo- que parece pouco interessar neste momento-, isso não será obstáculo para que a maioria, atrelada ao governo de Moisés no tradicional toma lá dá cá, e aí incluído o MDB, derrube o veto de Daniela.

Politicamente, e às vésperas das eleições de 2022, isso interessa tanto ao governador quanto aos deputados que o apoiam, todos mais interessados em uma reeleição que outra coisa.

Lideranças caladas

Dá para “ouvir” o silêncio nas redes sociais de lideranças políticas, como Esperidião Amin (PP), Jorginho Mello (PL), Dario Berger (MDB), Raimundo Colombo (PSD), e deputados federais sobre a absolvição do governador Carlos Moisés (PSL) no caso da compra fraudulenta dos 200 respiradores pulmonares.

Embora todos, até então, de alguma forma tenham tentado derrubá-lo. E, pior quer isso, publicamente (é o que se vê) pouco interessados no destino dos R$ 33 milhões pagos adiantados pelos equipamentos nunca entregues.

A terceira onda

A previsão é do secretário estadual da Saúde, André Motta Ribeiro: Santa Catarina deve enfrentar uma terceira onda do coronavirus visto os casos ativos (pessoas infectadas) estabilizados em 19 mil, em média, no mês passado. Entre a primeira e segunda ondas, os casos ativos eram, em média, de sei mil. O uso das UTIs, no momento, oscila entre 90% e 94%, exigindo, urgentemente, maior oferta. Será de grande impacto, observa Motta.

Juliano Campos, ex-prefeito de Governador Celso Ramos e vice-presidente estadual do PSB, garante que o partido só aceita coligar cm o MDB na disputa pelo governo do Estado se o candidato for o senador (e amigo) Dario Berger.

Sobre uma possível candidatura do prefeito de Jaraguá do Sul, Antidio Lunelli (MDB), disse que o discurso (de Lunelli) não agrega. E, muito menos, se Lunelli for para o Podemos caso não seja o escolhido nas prévias do partido marcadas para agosto e insistir na sua candidatura. “Lá no Podemos está o Paulinho Bornhausen (ex-presidente do PSB catarinense) ”. Nesse caso a raiva é recíproca.

Corredor litorâneo

Ainda em maio, o Estado deve contratar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para construção de rodovia paralela à congestionada BR-101, entre Joinville e Biguaçu. Trata-se do Corredor Rodoviário Litorâneo Norte. A princípio, o corredor teria início na BR-101, na travessia urbana de Joinville para o Distrito de Pirabeiraba.

Em direção ao Sul, até o entroncamento com a BR-280, em Guaramirim, prosseguindo até a BR-470, em Ilhota.

Outros trajetos

Na sequência, entroncando com a SC-410, em Tijucas e terminando no Contorno Viário de Florianópolis. Há um outro importante projeto, anunciado no governo de Luiz Henrique da Silveira (MDB), mas esquecido: uma rodovia estadual paralela à BR-280, entre a BR-101 e São Francisco do Sul, exclusiva para caminhões que demandam ao porto e vice-versa.

Seria um alívio, tanto para caminhoneiros quanto para outros usuários da 280.

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