O Coronavírus e a redução da renda dos brasileiros

Cristiano Mahfud Watzko

Graduado em Direito pelo Centro Universitário Católica de Santa Catarina, Pós-graduado (MBA em Direito Empresarial) pela SUSTENTARE - Escola de Negócios, com atuação na área de treinamento da Cassuli Negócios Corporativos.

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                Caro (a) leitor (a), no último final de semana, li uma notícia com o seguinte título: “Novo coronavírus reduz renda de metade dos brasileiros, diz pesquisa”.

            O artigo começava com as palavras que seguem: “Com menos de 30 dias de quarentena e em meio a um cenário em que a retomada do contato social ainda parece distante, mais da metade dos brasileiros já sente no bolso os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Pesquisa do Instituto Locomotiva, obtida com exclusividade pelo jornal O Estado de São Paulo, aponta que 51% das pessoas afirmam ter perdido renda e que já estão contingenciando seus gastos”.

            Os dados da pesquisa concluíram que a faixa etária mais afetada são trabalhadores com 50 anos ou mais (52%), que possuem ensino superior completo (48%), e que residem nos Estados do Sudeste (38%). A pesquisa foi realizada entre 3 e 5 de abril e entrevistou, por telefone, cerca de mil pessoas em 72 cidades do País. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais para cima e para baixo.

            Aqui neste momento quero citar na íntegra, o caso que li naquele artigo: “TV a cabo dividida. Na casa da chef de cozinha Juliana Menezes os efeitos da paralisação da economia foram sentidos quase que de imediato. Ela, que deixou a sociedade de um restaurante para cozinhar na casa dos clientes, conta que conseguiu migrar a maior parte da demanda para um serviço de entrega de marmitas, que vem fazendo desde meados de março. Já o marido, que é vendedor e nos últimos dois anos também trabalhava como motorista de aplicativos, praticamente zerou a renda. O prejuízo é calculado em R$ 3 mil dentro do mês. “Nunca tivemos poupança, não sobra dinheiro para isso. Saímos cortando os gastos”, diz Juliana, que reduziu a lista de supermercados, trocando, por exemplo, os alimentos orgânicos por produtos tradicionais. “Comida sempre foi meu ‘ralo’, onde gasto muito. Só nessa nova lista economizei por volta de R$ 1 mil”, afirma. O corte também avançou nos custos fixos de serviços, como na assinatura de TV a cabo. “Cancelei a internet, bati na porta do meu vizinho de cima e me ofereci para dividir a conta com ele”, conta. “Nunca tinha conversado com esse vizinho e só sabia que se chamava Oscar. Ele aceitou fazer um teste e está ótimo assim”, afirmou”.

            Este pequeno depoimento nos leva a várias reflexões e que quero deixar para que o (a) leitor (a) possa fazer durante o dia e nos próximos dias. Primeira: Vejam que a Juliana disse que trocando produtos orgânicos e que sabemos que grande parte da população brasileira nem tem condições financeiras para comprar, com isto, reduziu em R$ 1 mil seu custo fixo, mas devemos lembrar que muitos brasileiros, vivem com este mesmo valor que ela mencionou que economizou. Segunda: Foi necessário, uma crise, para que ela falasse com o vizinho e tivesse a humildade para partilhar custos, pois, era o único caminho que ela tinha, porque ela não fez isto antes? E você leitor (a), como tem agido com seus vizinhos, colegas de trabalhos e seu próximo? A resposta é sua. 

            Para encerrar, faço questão de repetir algumas palavras que escrevi alguns dias atrás no artigo anterior: “Na verdade, não sabemos como iremos chegar ao final disso, temos teoria de que iremos acabar muito mal, e temos teoria de que iremos passar por isto. Se o (a) leitor (a) me perguntar: “Qual a opinião deste que vós escreve”? Eu diria que não tenho a resposta, mas como gosto de estar no grupo das pessoas que acreditam que tudo vai dar certo e que iremos também passar por isso, tenham fé meus queridos leitores, iremos passar por isto. A maior certeza de que posso lhes dar é que depois disso estaremos mais fortes ainda”. Eu costumo dizer que gosto de acreditar no poder do ser humano de se reinventar, e principalmente que quando há união, cooperação, amor, perdão e uma inabalável força de vontade de fazer a diferença, o homem é capaz de superar qualquer crise, dificuldade, doença ou problema que há na sua vida ou no mundo, ou no caso, a humanidade irá passar por tudo isso e será melhor ainda.  

            Sinta-se à vontade para entrar em contato através do e-mail: [email protected]. Até a próxima.