O Brasil, com 513 deputados federais e 81 senadores, é o segundo parlamento mais caro do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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No plebiscito realizado na Itália no domingo (20) a maioria dos eleitores (69%) votou pela redução em um terço do parlamento do país já valendo para as próximas eleições. Ou seja, dos atuais 945 parlamentares, entre deputados e senadores, para 600: 400 deputados e 200 senadores. A votação popular confirmou a proposta do grupo populista (de esquerda) Movimento 5 Estrelas, que tem uma das maiores bancadas do Parlamento. A mudança já tinha sido aprovada no ano passado pela Câmara dos Deputados e vale a partir de 2023.

Cada deputado italiano custa 230 mil euros (R$ 1,03 milhão) por ano e um senador, 249 mil euros (R$ 1,1 milhão). Anualmente a Câmara e o Senado gastavam 28,7 milhões de euros (R$ 128 milhões). O que lá era considerado como um absurdo. Calcula-se que o país deverá economizar 1 bilhão de euros (cerca de R$ 4,5 bilhões) em dez anos. A Itália é uma República parlamentar onde os cidadãos, até então, elegiam 630 deputados e 315 senadores a cada cinco anos.

O Brasil, com 513 deputados federais e 81 senadores, é o segundo parlamento mais caro do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (533/US$ 9,5 milhões por parlamentar). No Congresso o assunto é tabu, proibido. Vade retro! Cada um dos 513 deputados e dos 81 senadores custa aos contribuintes mais de US$ 7 milhões por ano. Incluindo as 25 mil pessoas que trabalham na Câmara e Senado, entre concursados e terceirizados, a conta total bate nos R$ 10,8 bilhões anuais em valores de 2019.

Finalmente, servidores estaduais da Saúde terão reconhecimento pecuniário pelo alto risco que correm proporcionalmente ao trabalho desenvolvido nesta pandemia da Covid-19. Por decisão unânime a Assembleia Legislativa converteu em lei a Medida Provisória 228/2020, assinada pelo governador Carlos Moisés (PSL) garantindo o pagamento de gratificações.

Os valores mensais já foram estabelecidos e em fase de depósito em conta: R$ 6 mil para servidores que atendem em UTIs e emergência; R$ 4 mil nas demais unidades hospitalares; R$ 2 mil para cargos com nível superior do Centro de Operações de Emergência em Saúde; R$ 1 mil para as outras funções do Coes e R$ 250 para os restantes servidores da saúde.

Senador Esperidião Amin (PP) anuncia que é membro (suplente) de comissão do Senado para acompanhar incêndios que atingem a região do Pantanal do Mato Grosso. Ora, qual é a utilidade desta comissão, na prática? A resposta é nenhuma! Exceto para torrar mais algum dinheiro público. Ou será que vão ensinar técnicas de combate a incêndios do gênero ao pessoal especializado que já está lá? Sobre a duplicação da BR-280, nem uma palavrinha sequer!

 

Depois da reunião com todo o primeiro escalão na segunda-feira (21) e que resultou na “Carta aos Catarinenses”, em defesa do governador Carlos Moisés (PSL)- com proibição de fotos, entrevistas ou notícias via assessoria de imprensa- a pressão volta-se agora sobre os servidores comissionados, não concursados e com salários diferenciados. Em novo movimento de pressão contra os deputados da Assembleia Legislativa. Moisés exige que se manifestem a favor dele, ameaçando veladamente com retaliações.  No caso dos secretários e presidentes de autarquias, todos continuam mudos como estavam até então. Nos dois casos é provável que a pressão tenha o efeito de um bumerangue. Azedando de vez as relações do governador com o parlamento catarinense e com servidores, aos quais nunca dispensou atenção além das formalidades de protocolos.

Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, tem agenda em Santa Catarina no final de outubro. Vai à Capinzal, Oeste catarinense com população ao redor de 23 mil habitantes, entregar 162 moradias populares cuja construção começou em 2013. A tiracolo segue o senador Jorginho Mello (PL), nascido em Ibicaré (bem próximo de Capinzal) e já de olho nas eleições para governador em 2022.