Não é

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Após repercussão quando do lançamento do movimento “Unidos pela Vacina”, a empresária Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, publicou uma nota desmentindo que pretenda disputar a presidência da República em 2022 como muitos alardearam em redes sociais.

“Gostaria de deixar claro que não sou candidata a presidente do Brasil nem sou filiada à partido político”. A empresária afirma que defende a união da sociedade civil organizada, como o trabalho que desenvolve no grupo “Mulheres do Brasil”, do qual é fundadora.

O “Unidos pela Vacina” visa acelerar a vacinação contra a Covid-19, salvar vidas e destravar a economia, na definição dos organizadores.

Especulação

Cerca de 400 nomes ligados a empresas e entidades da sociedade civil aderiram à iniciativa que, segundo Trajano, não tem previsão de envolvimento direto na compra e distribuição de vacinas.

O objetivo do projeto é promover encontros e diálogos que facilitem acordos e aumentem as opções de vacinas no Plano Nacional de Imunizações do governo federal.

A empresária, que pela segunda vez nega tal pretensão, afirma que não foi "procurada por nenhum partido político" e que não entende "essa especulação" envolvendo seu nome.

Recíproca

Deputados Rodrigo Coelho (PSB/Joinville), Coronel Armando (PSL/Joinville), Darci de Mattos (PSD/Joinville) e os jaraguaenses Carlos Chiodini (MDB) e Fabio Schiochet (PSL) prometeram recursos da ordem de R$ 5,6 milhões ao prefeito de Guaramirim, Luiz Antônio Chiodini (PP), através de emendas parlamentares para investimentos em postos de saúdes, creche, pavimentação e máquinas agrícolas. Nada mais justo visto a votação deles no município.

E segue o baile

Deputado estadual Jerry Comper (MDB) está com um pé no governo de Carlos Moisés (PSL), para assumir a Casa Civil.

Se aceitar o convite, o que deve ocorrer após conversas com lideranças regionais do partido (Médio e Alto Vale do Itajaí), assume a vaga na Assembleia Legislativa o suplente Serafim Venzon (PSDB). É mais um nome da bancada tucana que já estava base de apoio do governador.

BLOCO 3/FOTO RICAROD ROESLER

Respiradores

Acusadores e os defensores do governador, bem como os 10 julgadores que compõem o tribunal do segundo pedido de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL) têm prazo de dez dias a contar de 11 de fevereiro para tomarem conhecimento de decisão do Ministério Público.

Determinação é do presidente do Tribunal Especial de Julgamento, desembargador Ricardo Roesler.

O MP determinou o arquivamento de inquérito que investigou a compra dos 200 respiradores para de doentes em UTIs com a Covid-19. E nunca entregues. Em março de 2020, por R$ 33 milhões. Até hoje o Estado não recuperou o dinheiro.

O julgamento, marcado para 14 de dezembro do ano passado, foi suspenso e anda não há uma nova data.

Tramoias

Pelo PSL, MDB ou outro partido. Isso ainda não se sabe, mas já se desenha no horizonte das urnas uma candidatura do governador Carlos Moisés (PSL, ainda) a senador em 2022.

Renunciaria, então, em favor da vice, Daniela Reinher (sem partido), fiel escudeira do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que assumiria o governo.

Em troca, estaria restabelecido o diálogo com o presidente, interrompido por Moisés há cerca de dois anos, visando bons volumes de recursos federais. E, Bolsonaro, que vai à reeleição, daria uma “mãozinha” à campanha de Moisés.

Cartas na mesa

O governador já disse ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que o Estado está disposto a injetar R$ 200 milhões de recursos próprios nas obras de duplicação da BR-470 entre Navegantes e Indaial.

Faz parte do jogo de cartas marcadas que interessa ambas as partes visando saldo positivo nas urnas no ano que vem, mas é preciso aprovação da Assembleia Legislativa. Mas, a preferência de Bolsonaro é pelo amigo e senador Jorginho Melo (PL) como candidato a governador.

Não que Moisés não deseje uma reeleição ao cargo. Mas se quiser a bênção de Bolsonaro, de quem se afastou erradamente, terá de abrir mão.