Nada novo Normal

Claudio Piotto

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação.

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Novo Normal?

Hoje quero discordar desse termo, dizer que não existe um novo normal, tudo está mudado, ou melhor, quase tudo! Quando pregam para aceitarmos os acontecimentos como algo normal, nos tiram o direito do contraditório, o direito de mudar, transformar nossa situação para ficar pronto frente às novas necessidades. Impossível dizer que o isolamento social é normal, muito menos quem não respeita essa necessidade vital no momento; não é normal a necessidade de polícia para que as pessoas se protejam e protejam as outras de uma doença. Desculpe, não é normal. Será novo normal as pessoas buscarem melhorias para seu preparo aos novos desafios, às novas oportunidades. A necessidade da empatia é necessária, aproveitar os momentos em casa com a família é necessário. O momento é oportuno para desenvolver sua capacidade de organização, capacidade de ser multitarefas, capacidade em enfrentar o momento de maneira serena. O novo normal será transformar-se após nossa pandemia, que não acabou.

Ano escolar

Ouvimos muitas teorias apocalípticas sobre o ano escolar, sobre os caminhos que a educação precisou traçar e em tempo recorde transformar sua programação para atender às necessidades do momento. Quem disse que só se aprende em sala de aula? Esse momento de pandemia é ideal para o desenvolvimento cognitivo e emocional dos estudantes, é um momento onde precisam desenvolver sua autonomia. É preciso que os pais entendam que o estudante é o filho e não eles e que as atividades organizadas pelos professores, escola são para os alunos; é preciso que os pais permitam aos filhos errarem e acertarem; que deem tarefas em casa, determinem uma agenda para seguirem e deixem que cresçam de maneira saudável. Pai e mãe não precisam saber o conteúdo, assunto, matéria, para que o filho aprenda, não é seu papel ser o professor, seu papel é orientar onde buscar, tirar suas dúvidas com os professores e quando não conseguir ou não souber fazer, deixar para fazer com o auxílio do professor. Dessa maneira o desenvolvimento da autonomia dos estudantes o tornará pronto para qualquer desafio em sua vida.

O Eca

Estatuto de proteção à criança e ao adolescente, precisa ser conhecido, estudado e garantido por TODO EDUCADOR; essa Lei, de Nº 8.069, de 13 de julho de 1990, em seu Art. 1º dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente, ou seja, todos somos responsáveis pela segurança e proteção da criança e em qualquer ação de um adulto com uma criança, a responsabilidade é do adulto. A questão debatida e muitas vezes descrita de maneira errônea, onde constroem discursos sem qualquer base de verdade, é que a criança não pode ser responsabilizada por ações dos adultos, ou melhor, ninguém pode ser culpado por sofrer uma agressão.

O estatuto do Idoso

Criado em 2003, em seu Art. 1º institui o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Trago o estatuto para dizer que você que convive ou tem idosos em sua família tem responsabilidades legais, entre elas, proteger a saúde. Em período de pandemia, caso você não siga as determinações legais e coloque em risco de contaminação um idoso, poderá responder conforme o Art. 4º do estatuto: “nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.” Percebemos que em nosso país houve a necessidade de regulamentar muitos estatutos para garantia dos direitos das pessoas. A educação é conhecer nossas leis, cumpri-las, mas principalmente, ser cidadão sem a necessidade de sanções.