Moisés precisa decidir se impõe ou não um lockdow de 15 dias

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Hora de decidir

O quadro impõe ao governador Carlos Moisés (PSL) uma rápida e definitiva postura quanto a adoção ou não de um lockdow de 15 dias, medida também em análise por outros 20 governadores liderados pelo petista Wellington Dias (Piauí). O Ministério Público de Santa Catarina e o Tribunal de Contas do Estado, por exemplo, recomendam um novo “fecha tudo”.

Fiesc e Fecomércio

As Federações da Indústria e do Comércio são contra- alegam a preservação de emprego e geração de renda e impostos- talvez a maioria da base governista na Assembleia Legislativa também e, com postura igual, boa parte dos parlamentares federais. Acrescente-se aí a repercussão política negativa entre o contingente da população que precisa trabalhar.

Em cima do muro

Moisés ainda não disse para que lado do muro vai pular. Afinal, 2022 é ano eleitoral e ele pretende concorrer a senador. O lockdow seria a última alternativa, mas a continuar neste ritmo não haverá outra alternativa que não a de apertar o botão vermelho. Ou, até mesmo, judicializar a questão, como já alertou o próprio Ministério Público de Santa Catarina.

Pura incoerência

Se o comércio (as lojas) é considerado atividade não essencial, o futebol é? Em passado recentíssimo, Joinville, Criciúma, Chapecoense, Avaí e Figueirense, só para citar alguns, sequer tinham onze jogadores para entrar em campo. É de se imaginar o quanto “ajudaram” a contaminar outro tanto de pessoas. E alguém ouviu críticas da dita “crônica esportiva” do rádio e da TV?

Devastador

O problema é muito maior que todos os males gerados pela Covid-19. A falta de leitos de UTI nos hospitais não se resume aos pacientes dessa doença, mas as todas as outras que exigem tratamento intensivo. E não seria exagero dizer que a irresponsabilidade de muitos pode matar muito mais gente que o coronavirus. Já se espalhando pelo país em várias novas cepas.

Nomes de Bolsonaro

Em 2022, cada Estado elegerá um senador. Os outros dois, das três vagas a que cada um tem direito, foram eleitos em 2018. Ungido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o secretário especial da Pesca, Jorge Seif Júnior (PL), um carioca radicado em Itajaí e dono de frota industrial de barcos, está escalado para disputar a vaga. Já o senador Jorginho Mello (PL), amigo pessoal de Bolsonaro, quer ser governador, em dobradinha abençoada pelo presidente.

A lista cresce

Há outros pré-candidatos à sucessão de Carlos Moisés (PSL), mas que dependem de alianças fortes na composição majoritária para que possam levantar voo. O ex-deputado estadual Gelson Merísio (PSDB), derrotado em 2018, Gean Loureiro (DEM), prefeito de Florianópolis e João Rodrigues (PSD) prefeito de Chapecó. Antídio Lunelli, prefeito de Jaraguá do Sul, Celso Maldaner, deputado federal e Dario Berger, senador, colocaram seus nomes à disposição do MDB, que escolherá o candidato a governador em agosto, em eleições prévias com voto de seus filiados em todo o Estado.