Lunelli não revela quem serão os convidados para as secretarias de Jaraguá do Sul

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Ainda no domingo (15), logo depois da apuração dos votos, o prefeito reeleito Antídio Lunelli (MDB), ao lado do vice, Jair Franzner (MDB), em entrevista ao vivo e exclusiva ao JDV, disse que até 31 de dezembro o quadro de titulares do primeiro escalão será mantido.

Sem dar pistas sobre quem pode sair e quais secretarias terão mudanças de comando para os próximos quatro anos.

Lunelli já tem no bolso alguns nomes, mas tudo dependerá do “sim” de quem for convidado para compor o comando maior da prefeitura.

O primeiro prefeito reeleito da história das eleições locais admite que entre os partidos aliados há nomes competentes, mas também indica que os há entre servidores de carreira do município.

Lunelli reitera que, em nenhum momento, a adesão de outros partidos à sua candidatura (em chapa pura do MDB) se deu com a promessa de cargos no primeiro escalão. Até o começo do ano que vem, prevê o prefeito, o quadro de mudanças que se fizerem necessárias estará definido.

Já o vice-prefeito eleito, Jair Franzner, disse que aceitação como vice na chapa de Lunelli implicou em uma exigência apenas: a de que no ano que vem ele dedique mais tempo à sua empresa, que passa por novo momento de transição com uma terceira geração da família assumindo os negócios.

Mas garantiu que, mesmo assim, participará de todas as decisões na prefeitura e que, a partir de 2022, dedicará tempo exclusivo aos negócios do município. É bem provável que assuma alguma secretaria importante.

Governador busca diálogo com prefeitos

Diz trecho de uma antiga canção de Roberto Carlos: “Daqui pra frente, tudo vai ser diferente...”. É assim que tem agido o governador afastado, Carlos Moisés (PSL), agora mesmo ligando para prefeitos eleitos e reeleitos para cumprimentá-los. Na certeza de que reassumirá em breve, prometendo amplo diálogo.

A primeira promessa neste sentido foi feita ao presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), até pouco tempo o maior interessado na cassação de Moisés.

A corrida pela prefeitura de Joinville

Cerca de seis mil votos separam Darci de Matos (PSD) e Adriano Silva (Novo) na disputa pela prefeitura de Joinville.

 Lá, o Podemos, que elegeu um vereador, decidiu apoiar Silva com propostas que se alinham ao partido. Em carta à população, o Podemos, que elegeu um vereador e com 15 mil votos dados ao candidato a prefeito do partido, cita uma realidade incontestável vinda das urnas também em todo o país no domingo (15).

“Contados os votos, temos um grande vencedor: o “não”. Dos 403.526 eleitores aptos a votar, mais de 100 mil simplesmente não compareceram. E entre aqueles que saíram de casa, mais de 37 mil foram lá (nas urnas) para dizerem não com votos brancos ou nulos. Para termos uma ideia do tamanho desse “não”, os votos dos dois primeiros colocados somados perdem para quem se negou a votar em qualquer um!”.

Rodovias estaduais

No já longínquo governo de Esperidião Amin (PP) uma proposta de concessão de rodovias estaduais à iniciativa privada, com a consequente cobrança de pedágio, foi rejeitada.

O próprio Amin foi um dos porta-vozes contrários à ideia. Mais recentemente, em 2015, no governo de Raimundo Colombo (DEM), voltou-se a discutir o assunto, que não andou. E o motivo era o mesmo: o estado não teria recursos para bancar os projetos de duplicação e total revitalização de estradas em várias regiões de Santa Catarina.

Mas, o assunto não está engavetado e, na semana passada, o secretário estadual da Infraestrutura, Thiago Vieira, encaminhou à Empresa de Planejamento e Logística do Ministério da Infraestrutura, uma relação de rodovias interligadas a rodovias federais e passíveis de concessão. São 831 quilômetros.

O Estado alega não ter dinheiro e pede que tudo seja incluído no Plano Federal de Concessões. Aqui no Vale do Itapocu, estão na lista a Rodovia do Arroz, o trecho Guaramirim/Massaranduba e a rodovia que leva a São João do Itaperiu.

Um levantamento da Confederação Nacional dos Transportes feito em 2019, apontou toda a malha rodoviária estadual - cerca de seis mil quilômetros - como ruim ou péssima.

Indicando ser necessários R$ 40 bilhões em investimentos. O volume de recursos previstos e que o governo não tem, era maior que o orçamento estadual para 2020: R$ 28 bilhões. Estudos do governo do Estado feitos em 2017 apontavam para pedágios de R$ 6,00 a R$ 7,00 para cada 60 quilômetros. Então, ou pedágio, revertendo em obras e manutenção, ou tapa-buracos.