Governo federal executou menos de 50% da verba disponibilizada para conter a covid no país até agora

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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O governo federal ultrapassou a marca de R$ 500 bilhões destinados a combater a pandemia da Covid-19. O valor é próximo de 7% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2019. Apesar do grande volume de dinheiro, a aplicação das verbas contra a pandemia ainda se mantém abaixo de 50%. Dos R$ 506 bilhões autorizados, apenas R$ 216 bilhões — menos de 43% — foram considerados executados até agora. E a burocracia segue infernizando toda e qualquer iniciativa com dinheiro público.

O que explica o uso apenas parcial das verbas disponibilizadas são entraves relacionados a processos de compra, contratação de pessoal, elaboração de portarias ministeriais e adesão de municípios, por exemplo. Entre 1979 e 1986 o Brasil teve um Ministério da Desburocratização. Que, entre outras coisas, criou os Juizados de Pequenas Causas e o Estatuto da Microempresa. Mas, o processo de reduzir a burocracia na economia e na vida social do país foi abandonado a partir do governo de Fernando Collor de Mello.

FIES

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou projeto de lei aprovado pelo Senado suspendendo até dezembro o pagamento das parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil. Estudantes de baixa renda, principalmente, estão com dificuldades para quitar a conta mensal. Entretanto, quem puder que pague pois a dívida vai se avolumar e não será perdoada.

A nova lei também beneficia profissionais da saúde, recém-formados e que estão na linha de frente de combate ao coronavírus no Sistema Único de Saúde. Nos dois casos a lei beneficia os que estão em dia com os pagamentos e os que deviam, até 20 de março passado, no máximo seis parcelas. O pedido deve ser feito diretamente ao banco financiador. 

 

BOLSONARO DEVE VOLTAR A SANTA CATARINA

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), se não antes para outros compromissos, volta a Santa Catarina lá por dezembro para inaugurar as obras de duplicação da rodovia BR-285, que liga o Estado ao Rio Grande do Sul. A rodovia tem 744 quilômetros de extensão, entre Araranguá (SC) e São Borja (RS), na fronteira com a Argentina. A promessa é do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas ao senador Jorginho Mello (PL) em recente visita ao Sul do Estado. Sobre a duplicação da BR-280, nem um pio, o que leva a pensar que o senador não está nem aí- e não só ele- para os mais de 130 mil votos de Joinville e Vale do Itapocu em 2018.

CPI DOS RESPIRADORES

Enquanto aguarda pelas respostas do governador Carlos Moisés (PSL) sobre a compra superfaturada de 200 respiradores ao preço de R$ 33 milhões pagos adiantados e nunca entregues, a CPI dos Respiradores criada pela Assembleia Legislativa passa a semana com reuniões internas. Já foram ouvidos 30 depoimentos. Dependendo do que disser o governador, algumas testemunhas poderão ser reconvocadas para um segundo depoimento.

 

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

A corrida eleitoral para a Prefeitura de Jaraguá do Sul já tem um perfil delineado: à reeleição vai o prefeito Antídio Lunelli (MDB) que, por enquanto, tem como adversários o ex-prefeito Ivo Konell (PRTB) e o empresário Leandro Schmöckel Gonçalves (Novo). O PSL do deputado federal Fabio Schiochet ainda não se posicionou publicamente sobre o partido e uma possível candidatura majoritária à chefia do Executivo. Comenta-se o Delegado Miotto. Por certo outros nomes vão aparecer como pretendentes à cadeira de prefeito, mas nada que possa tirar o sono de quem tem chances reais de conquistar o Paço. De tão abstratos, muito pouco somariam como aliados.

 

Em Corupá, o ex-prefeito Luiz Carlos Tamanini (MDB) deve tentar um quinto mandato como chefe do Executivo (até agora é o único nome em evidência). O que seria um recorde em Santa Catarina e, quiçá, no Brasil. Na região e depois dele, Dávio Leu (Massaranduba) e Osvaldo Jurck (Schroeder) aparecem com quatro e três mandatos. Jurck está fora da disputa deste ano. Estes municípios já reelegeram prefeitos para mandatos consecutivos, o que nunca aconteceu em Jaraguá do Sul.