Ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, esteve conversando com o prefeito Antídio Lunelli

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Filiado ao PSD depois da acachapante derrota nas eleições de 2018 como candidato a vice-governador na chapa de Mauro Mariani (MDB), o ex-tucano Napoleão Bernardes esteve conversando com o prefeito Antídio Lunelli (MDB), candidato a reeleição. Duas vezes prefeito de Blumenau em mandatos consecutivos, Bernardes não disputa nenhum cargo eletivo em 15 de novembro, mas o PSD está na coligação de Lunelli. Só para lembrar, durante 16 anos, MDB e PSDB estiveram juntos no governo de Santa Catarina. Bernardes, contra quem não há máculas jurídicas, tem sido interlocutor do PSD em suas andanças pelo Estado. Lunelli é uma liderança que cresce no MDB, o que pode significar um recomeço de reaproximação dos dois partidos no plano estadual.

O MDB deverá ter o maior contingente de candidatos nos 295 municípios de Santa Catarina. São 205 encabeçando chapas majoritárias (e outros como candidatos a vice-prefeitos) e mais 3.112 (1.104 mulheres) disputando vagas às câmaras de vereadores. Em 88 municípios o partido concorre com chapas puras, como em Jaraguá do Sul, por exemplo. Nos demais, coligado com PSD, PL, PSDB, PP, PSL e até com o PT. O partido tem, hoje, o comando de 101 prefeituras e 847 cadeiras nos legislativos municipais, das quais 101 ocupadas por mulheres. Em 2016 foram eleitos 2.898 vereadores em todo o Estado, número que deve se repetir em 15 de novembro.

Pela ordem, o maior número de cadeiras está na Câmara de Florianópolis, com 23. Depois aparecem Chapecó com 21, Joinville e São José, com 19 e Blumenau com 15 vereadores. A Constituição Federal define o número de vereadores para as Câmaras de acordo com o tamanho da população. Até 15 mil habitantes podem ter no máximo nove cadeiras.

Corre uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal, movida pela Procuradoria Geral da República, contra absurdo e imoral benefício do Tribunal de Contas de SC. Que dá aos servidores e seus dependentes auxílio-educação, autoconcedido por portaria interna. Tudo isso sai dos cofres do Estado, que deve R$ 56,6 milhões de repasses obrigatórios ao Hemosc, regulador dos estoques de sangue doado em SC e ao Cepon, que trata de pessoas com câncer.

Novo, PRTB e, mais recentemente, o Patriotas são partidos cujos candidatos a prefeito e vereador não terão verbas do Fundo Partidário, algo em torno de R$ 2 bilhões de dinheiro público rateados entre os candidatos dos 5.590 municípios, para custear as campanhas. Exceto o Novo, cuja filosofia desde a fundação do partido é essa, há um ranger de dentes por conta da decisão dos diretórios nacionais. Na tentativa de sensibilizar o eleitor.

Já está na Assembleia Legislativa o Orçamento para 2021 assinada pelo governador Carlos Moisés (PSL). Prevendo receita ao redor de R$ 30,5 bilhões contra uma despesa projetada de R$ 32,143 bilhões. Resumindo, um déficit (vai faltar) batendo na casa de R$ 1,6 bilhão. Só em Seguridade Social, com ênfase para a previdência pública (servidores), são R$ 10,2 bilhões a menos.

O advogado e ex-deputado estadual Dionei Walter da Silva (PT) agora é diretor executivo da Federação Catarinense de Municípios. A convite do presidente da FECAM e também prefeito de Rodeio, Paulinho Weiss (PT/Rodeio), e referendado pelos membros do conselho executivo da instituição representados por prefeitos do PSD, entre eles o ex-petista João Carlos Gottardi, de Corupá. Em 2011, com aval dos então deputados federais Décio Lima PT/Blumenau), João Paulo Cunha (PT/Brusque) e pelo ex-deputado Cláudio Vignatti (PT/Chapecó) foi nomeado para a assessoria parlamentar da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, então presidida pelo deputado Marco Maia (PT/RS). Também foi assessor do ex-deputado federal Mauro Mariani (MDB).