Em defesa dos homens

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Homens que apanham em casa, da própria mulher, agora têm quem os defenda na Assembleia Legislativa. E, ironicamente, uma mulher. Polêmica por natureza, a deputada Ana Campagnolo (PSL) propôs a criação de uma procuradoria para tratar exclusivamente da violência praticada por mulheres contra homens. Em contraponto à implantação, nessa semana, do Observatório Estadual da Violência Contra a Mulher, uma proposta da ex-deputada Ana Paula Lima (PT). O assunto, disse, é tratado com descaso e deboche e monopolizado, propositalmente, pelo movimento feminista. Para que se fale apenas das vítimas mulheres. “Uma estratégia visando demonizar os homens e a masculinidade em si”, acusou.

Autoridades são omissas

 Campagnolo relatou as dificuldades em se obter dados e apoio do próprio sistema de proteção às vítimas de violência quando homens, gerando abordagens hostis das autoridades constituídas para tratar do assunto. Citou a morte do coronel PM, Silvio Gomes Ribeiro, em Florianópolis. Que teria sido assassinado pela própria esposa. Em 2019, ela sugeriu que alunos gravassem e denunciassem em seu perfil no Facebook manifestações político-partidárias ou ideológicas de professores em sala de aula. A prática, condenada pela Justiça catarinense, acabou sendo proibida pelo ministro Edson Fachin, do STF.

Práticas esportivas

O presidente da Fundação Catarinense de Esporte, Kelvin Soares, afirmou em audiência com deputados estaduais que haverá, “nos próximos dias” em Santa Catarina nova legislação para práticas esportivas, com protocolos sanitários bem definidos, muito mais seguro para quem frequenta complexos esportivos públicos e arenas esportivas privadas. E mais não disse.

Eleições mais fiscalizadas

Santa Catarina deve ser o primeiro Estado brasileiro a receber uma missão internacional para acompanhamento das eleições municipais de 2024. A informação é do advogado Marcelo Peregrino, presidente da Conferência Americana de Órgãos Eleitorais Subnacionais para Transparência Eleitoral. Segundo Peregrino, trata-se de um projeto piloto. E que a escolha de Santa Catarina se deu pela extrema qualidade da Justiça Eleitoral na aferição do processo e resultados.

Democracia consolidada

A Caoeste acompanha as eleições em países das Américas, como Chile, Equador e México, por exemplo. Os observadores produzem relatórios com apontamentos que podem levar à melhoria do sistema eleitoral como um todo, como também atestam a obediência daquele sistema eleitoral aos modelos internacionais de integridade eleitoral. Que ajudam a consolidar o processo democrático.