EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Cristiano Mahfud Watzko

Graduado em Direito pelo Centro Universitário Católica de Santa Catarina, Pós-graduado (MBA em Direito Empresarial) pela SUSTENTARE - Escola de Negócios, com atuação na área de treinamento da Cassuli Negócios Corporativos.

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Outras Vantagens da Previdência Complementar

Caro (a) leitor (a), na segunda-feira fiquei pensando que assunto partilhar neste espaço, foi quando nas minhas buscas pela internet, encontrei o texto com o seguinte título: “Além da aposentadoria, saiba as outras vantagens de uma previdência complementar”, disponível no site: www.suasaudefinanceira.com.br

Abaixo irei compartilhar as principais ideias do texto.

Na maioria das vezes, quando o (a) leitor (a) escuta a palavra “previdência”, a primeira coisa que pensa é ‘aposentadoria’, certo? Contudo, existem, outras vantagens associadas a ela, no caso da previdência complementar e que são pouco conhecidas por grande parte da população.

1 – Planejamento fiscal: Diferentemente do que ocorre na maioria dos fundos de investimentos, na previdência complementar não há incidência de ‘come-cotas’ – aquela antecipação semestral do Imposto de Renda que acaba ‘pegando’ parte dos seus rendimentos – e a escolha pela tabela regressiva traz a possibilidade de reduzir o imposto a apenas 10% após o prazo de dez anos contados da data da aplicação. Ou seja, esta é a menor alíquota que se pode chegar em produtos de investimentos tributados.

2 - Planejamento patrimonial: A aplicação pode ser utilizada como instrumento sucessório, sendo revertida diretamente aos beneficiários escolhidos, sem entrar em inventário e possibilitando a provável ‘fuga’ de problemas de burocracia. Além disso, em muitos Estados do país, não há incidência do imposto sobre herança (ITMCD) para planos de previdência. Importante: Esta é a posição atual, como a situação jurídica de nosso país, é algo instável, e sempre está em constante mutação, nada é concreto, contudo, atualmente, para os planos de previdência privada no Estado de Santa Catarina, e no caso de falecimento, os beneficiários irão receber os valores sem a incidência do ITCMD, contudo haverá a incidência do Imposto de Renda, pois, são impostos distintos.

3 - Planejamento financeiro: O investidor terá nas mãos um bom produto financeiro de acumulação de juros compostos no longo prazo, já que a previdência não possui nenhuma forma de tributação durante a fase de acumulação. Isto, atrelado a uma boa performance, fará com que o saldo acumulado seja superior a outras formas de investimentos. Ocorre que a tradição do mercado local é marcada por produtos ineficientes, com custos altíssimos e desempenho ruim, em sua maioria, ficando muito abaixo do CDI. Os planos abertos comercializados por bancos e seguradoras, os famosos VGBLs e/ou PGBLs, que possuem fins lucrativos e cobram altas taxas de administração e carregamento, os torna praticamente incapazes de gerar retornos satisfatórios, e para evitar cair neste tipo de situação, o investidor precisa fazer as perguntas certas e escolher bem o plano que irá acompanhá-lo por muitos anos.

Outro fator que tem contribuindo para que a previdência complementar seja cada vez mais divulgada nas mídias é a ineficiência do sistema de previdência pública de nosso país. Uma alternativa para aqueles que fazem parte de alguma cooperativa, empresas ou entidades de classe é contratar um plano de previdência fechado, pois, diferentemente dos planos abertos, eles não possuem fins lucrativos e normalmente oferecem taxas melhores aos seus participantes.

Frase final do artigo que li: “Cada um de nós é o único responsável pelo futuro que estamos construindo, e não devemos terceirizar este compromisso ao governo ou a ninguém. Pense nisso”.

Agora é com você. Desejo sucesso financeiro ao (a) leitor (a). Sinta-se à vontade para entrar em contato através do e-mail: [email protected]. Até a próxima.