É quase certo que o presidente Jair Bolsonaro vá à reeleição em 2022, mas Mourão não fará parte da chapa majoritária

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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É quase certo que o presidente Jair Bolsonaro vá à reeleição em 2022 visto recentes pesquisas positivas avaliando seu governo e sua responsabilidade sobre as mortes provocadas pela COVID 19. Porém, nos bastidores comenta-se que o atual vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (representante da maçonaria) não fará parte da chapa majoritária vencedora da eleição de 2018. A vaga seria cedida a um candidato do meio evangélico, que deu grande apoio a Bolsonaro e que pretendia, à época, indicar o ex-senador Magno Malta para compor a chapa. Malta preferiu tentar a reeleição ao Senado, mas acabou derrotado.

Mas o principal problema estaria nas dezenas de igrejas evangélicas com diferentes denominações. Entre as mais expressivas estão a Assembleia de Deus, Universal, Igreja da Graça, Igreja Mundial, entre muitas outras.  No governo de Bolsonaro, líderes de algumas destas e outras igrejas já ocupam ministérios e cargos importantes: Milton Ribeiro (Igreja Presbiteriana/Educação), Damares Alves (Igreja Pentecostal/ Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), André Luiz Mendonça (Igreja Presbiteriana/Advocacia Geral da União) e o general Luiz Eduardo Ramos (Igreja Batista/ ministro-chefe da Secretaria de Governo).

Enquanto Jaraguá do Sul espera por soluções, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte vai contratar empresa especializada para estudos que resultem em soluções para os transtornos causados pela passagem de trens da Rumo/ALL por São Bento do Sul e Mafra. Buscando alternativas como a construção de contornos ferroviários, transposições em desnível com isolamento da linha e mudanças na localização de pátios e instalações.  A iniciativa é um dos objetivos do Programa de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas, desenvolvido pelo DNIT entre 2008 e 2011. Nesse período, foram elaborados estudos sobre intervenções em áreas críticas. 

Este ano, o programa foi atualizado e pretende aperfeiçoar o método de priorização dos empreendimentos a serem executados e adequá-lo ao orçamento da União. Bem antes disso, em 2000, no primeiro governo do ex-prefeito Irineu Pasold, a Prefeitura desenvolveu um projeto de contorno da linha ferroviária entre o Bairro Nereu Ramos e o limite do Rio Itapocuzinho, no Bairro Vieira. Incluindo a possibilidade de se aproveitar o traçado como rota de mobilidade para ônibus urbanos adaptados aos trilhos. A obra começou mas foi embargada, com o prefeito acusado de superfaturamento, mas nunca provado.

Doze anos depois, no governo de Cecília Konell, técnicos do DNIT estiveram em Jaraguá do Sul sugerindo um reestudo do projeto original por causa da duplicação da BR-280 prevendo a construção de dois túneis rodoviários no Vieira. Ainda em 2012, antes mesmo de sua posse, o prefeito eleito Dieter Janssen foi ao DNIT, em Brasília, para saber sobre o projeto. Em 2012 o DNIT anunciou um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para o novo traçado, entregue à Prefeitura em 2019. Não incluindo o trecho de Guaramirim até Joinville. Até hoje, nada saiu do papel porque tudo depende de verbas federais.

 

A ideia é melhorar o serviço do transporte intermunicipal de passageiros, com redução dos preços das passagens e ampliação das frotas em projeto de lei dos deputados Coronel Mocellin (PSL) e Jerry Comper (MDB). Promovendo a livre concorrência em Santa Catarina e reduzindo as exigências para a renovação do registro de empresas de transporte rodoviário intermunicipal junto ao governo estadual

O foco dos autores do projeto é retirar da lei a obrigatoriedade da comprovação de frota mínima e idades máximas dos ônibus para fins de obtenção de registro. O que, alegam, só favorece as grandes empresas. De fato, são poucas as opções dos passageiros que queiram se locomover em território catarinense. Dependendo, para isso e há décadas, basicamente de quatro empresas.

A Federação Catarinense dos Municípios tem um novo presidente, é o prefeito de Rodeio, Paulo Roberto Weiss (PT), que está no segundo mandato consecutivo. Orildo Severgnini (MDB), prefeito de Major Vieira foi preso na semana passada, quem diria, pela “Operação Et Pater Filium”, que investiga crimes de organização criminosa voltada à prática de corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.