E agora, vai?

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Em Brasília na segunda-feira (29) e antes de assumir interinamente o governo, a vice Daniela Reinher (sem partido), recebida em audiência pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), confirmou a disposição do governo catarinense em investir R$ 250 milhões em obras de infraestrutura em rodovias federais que cortam o estado. Citando a BR-280, olimpicamente ignorada por Moisés da Silva (PSL) quando anunciou, recentemente, a parceria do Estado ao ministro Tarcisio Gomes de Freitas, da Infraestrutura, para duplicação da BR-470.

É ver para acreditar

O dinheiro seria para as obras de duplicação do trecho entre Araquari e São Francisco do Sul, onde praticamente nada foi feito exceto (em andamento) a construção de um viaduto próximo ao Instituto Federal Catarinense de Araquari (antiga Escola Agrícola). De Araquari à BR-101 também nada saiu do papel até hoje. Somadas às emendas parlamentares já prometidas pela bancada federal catarinense, de R$ 271 milhões, no total são R$ 522 milhões. Ainda para 2021, prometem, todos. E esse é o grande problema. É promessa! De políticos.

Corrida à Assembleia

A mosca azul tem picado não poucos aqui no Vale do Itapocu. Só para a disputa de uma das 40 cadeiras da Assembleia Legislativa em 2022, já temos quatro pré-candidatos. São três vereadores, dois de Jaraguá do Sul (PSL e PP) e outro de Guaramirim (DEM).  E o tucano Vicente Caropreso, que vai em busca de um terceiro mandato. O risco de atropelarem a si mesmos é grande.

Alarmes falsos

Na Assembleia Legislativa tramita proposta do deputado Fernando Krelling (MDB), prevendo sanções a empresas de segurança privada que acionarem os serviços de segurança pública do Estado em ocorrências falsas, como acionamento acidental de alarmes. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica, 95% dos acionamentos de alarmes são falsos ou acidentais. O deputado justifica: isso tem um alto custo, que sai do bolso de cada um.

Baita sacanagem!

Antes de deixar a sede administrativa do governo, Carlos Moisés (PSL) revogou decreto dele mesmo, autorizando a prática de esportes, individuais ou coletivos, incluindo as praias. Exceção feita a eventos organizados pela Fundação Catarinense de Esporte, obviamente por ser um órgão do Estado. Resumindo, jogou a batata quente nas mãos da governadora interina, Daniela Reinher (sem partido) no auge da pandemia da Covid 19.

Moisés, parte 2

O Tribunal Especial de Julgamento agora espera pela apresentação escrita do denunciante e das testemunhas de acusação no caso da compra dos respiradores da China, que gerou o segundo afastamento de Carlos Moisés. Depois, a defesa do governador fará o contraditório (contestação) e, finalmente, o desembargador Ricardo Roesler, presidente do Tribunal, marcará data e hora do novo julgamento. Agora, serão necessários sete votos (maioria absoluta) dos 11 possíveis, para o afastamento definitivo de Moisés. Se o placar de 6 x 4 de sexta-feira (26) se repetir, ele volta. Resumindo, um mês vai se passar até novo julgamento.

Direitos são mantidos

Afastado do cargo por até 120 dias, Carlos Moisés da Silva (PSL) permanece morando com a família na Casa D’Agronômica, mas com salário de R$ 15 mil reduzido em um terço. Se for absolvido de culpa a ele atribuída pela compra fraudulenta dos 200 respiradores de UTIs para combate à Covid 19, por R$ 33 milhões e nunca entregues, será devidamente ressarcido. Aposentado como coronel dos bombeiros militares, Moisés recebe mais R$ 26,5 mil (nos dois casos, valores brutos). E, mais: até o final do processo, o governador terá nove servidores estaduais por ele nomeados como auxiliares.