Dráuzio Varella, a bússola de milhões de brasileiros na medicina, agora é garoto propaganda do Tribunal Superior Eleitoral

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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O médico Dráuzio Varella, que por anos foi a bússola de milhões de brasileiros sobre como prevenir ou tratar uma série de doenças que acometem o ser humano, agora é garoto propaganda do Tribunal Superior Eleitoral. Em vídeo exibido nas emissoras de TV, Varella exorta voluntários a se apresentarem como mesários para as eleições de novembro. Segundo ele, haverá total segurança (dos mesários), com a adoção de medidas sanitárias rígidas. E o eleitor, doutor, aglomerado em filas do lado de fora das salas onde ficam as urnas?

Em 2018, segundo o TSE, o país já tinha 27,6 milhões de eleitores com 60 anos ou mais. Aos 70 anos o eleitor está desobrigado do voto. Ao interpretar texto produzido por agência contratada pelo TSE, simplesmente ignora os riscos para os eleitores de todas as idades, diga-se.  Em março, subestimou publicamente o novo coronavirus, depois disse que ignorar era coisa de “irresponsáveis” para, então, virar um ícone do “fique em casa”, mas descrente confesso da eficácia das vacinas.

Aliás e falando nisso, o eleitor já percebeu que quanto mais perto ficamos das eleições de novembro, menor é a curva de pessoas infectadas nos principais colégios eleitorais de SC em relatórios oficiais das secretarias municipais de saúde? Coincidência ou não, prefeitos candidatos à reeleição afrouxam nas medidas restritivas, creditando ao “bom comportamento” da população, em boa parte nem aí pra doença visto festas por todo lado, os números “positivos”.  

O tucano Rodrigo Fachini foi indicado pelo partido como candidato a prefeito de Joinville. O que põe por terra a lorota espalhada meses através das redes sociais da maior cidade do Estado, de que o ex-senador Paulo Bauer teria deixado o bem remunerado emprego na Casa Civil da Presidência da República para disputar a sucessão de Udo Döhler (MDB). Na verdade, alvo de investigação da Polícia Federal por suposto recebimento de propina, Bauer pediu exoneração (seria demitido de qualquer forma) para sair dos holofotes da mídia. Por enquanto, deu certo.

Ao invés de asfalto novo para as rodovias estaduais que cortam a região do Vale do Itapocu, a “solução” será, de novo, a de mais um festival de tapa buracos. Os maiores, diga-se, como sempre. Assim, empreiteira que se interessar pelos R$ 565 mil oferecidos para fechar buracos ao longo de 99 quilômetros pode se habilitar a edital de licitação aberto pela Associação dos Municípios do Vale do Itapocu. E, ao longo do mesmo trecho, R$ 71 mil para roçar o mato. É o tal “Programa Recuperar” instituído no governo de Carlos Moisés (PSL) em parceria com as Prefeituras. Resumindo, dinheiro público jogado no lixo.

O novo Marco Legal do Gás vai criar 4 milhões de empregos e alavancar R$ 60 bilhões em investimentos. Com o aumento da competição no setor, o preço do gás de cozinha vai cair em torno de 40% e o gás que vai para as indústrias também vai baratear. Além de diminuir o preço da energia elétrica, visto que parte das usinas termelétricas usam o combustível para gerar eletricidade”. O discurso é do deputado federal Darci de Matos (PSD), repicando promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (Aliança Pelo Brasil). Resumindo, livre concorrência, com opção de preços para o consumidor. O que deveria ocorrer, na prática, com os combustíveis também. Um setor dominado por cartéis. O projeto do gás está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados.

Embora os servidores públicos que atuam na ponta mereçam, no meu entendimento, um tratamento diferenciado, a situação do país é delicada. Tão logo ultrapassemos essa fase difícil, vamos trabalhar para retomar as perdas dessas e de outras categorias”. Discurso da deputada federal Ângela Amin (PP) justificando voto pela manutenção do veto do presidente Jair Bolsonaro (Aliança Pelo Brasil) ao projeto de lei concedendo reajuste salarial para servidores públicos de todas as instâncias.

Do deputado federal Fabio Schiochet (PSL) sobre o mesmo assunto:” Em tempos difíceis é preciso ter responsabilidade. Acabamos de impedir um impacto de R$ 120 bilhões nos cofres públicos com reajustes para o funcionalismo, mantendo o veto presidencial. O impedimento de reajustes aos servidores foi uma contrapartida definida no início da pandemia pelo governo federal para aprovar o pacote de socorro financeiro a estados e municípios. Essa foi uma imposição responsável e necessária e teve o meu apoio”.