Deputados reagem ao lockdown

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Discurso do deputado Kennedy Nunes (PSD/Joinville): “As entidades públicas que pedem lockdown de 14 dias (proposto pelo MPSC e Procuradoria Geral do Estado) deveriam descontar na totalidade os dias parados dos salários de todos os servidores. Está muito fácil para entidades públicas pedir lockdown, tendo ou não tendo, o dinheiro entra”. Para Kennedy, o recrudescimento da pandemia se deve às baladas, proibidas, mas que acontecem a toda hora.

“Que façam sua parte”

Discurso do deputado Bruno Souza (NOVO/Florianópolis): “O Estado arrecadou R$ 3 bilhões em janeiro, entretanto no ano passado inteiro somente destinou R$ 54 milhões para linha de crédito aos pequenos empreendedores. Enquanto isso, temos órgãos públicos propondo lockdown. Que façam sua parte, abram mão de parte da sua receita, mostrem que estão dispostos a compartilhar a crise, a abrir mão do salário durante o tempo que estiver parado”.

Moisés não assina

Uma carta divulgada na quarta-feira (10) pelo Fórum Nacional de Governadores, sugerindo atuação pactuada entre Executivo, Legislativo, Judiciário, governos federal, estadual e municipais para luta unificada contra pandemia do coronavirus, não consta a assinatura do governador Carlos Moisés (PSL). Governadores: do Rio de Janeiro, Paraná, Roraima, Rondônia, Amazonas também não assinaram.

Ações compactuadas

O documento apela por uma integração de todos os sistemas hospitalares usando ao máximo as disponibilidades existentes a partir de planejamento e análise diária de cenários em cada Estado. Resumindo, se um estado decretar lockdown por determinado período, os demais teriam de adotar a mesma medida. Para quem tem pretensões políticas em futuro próximo, fechar tudo agora seria um desastre. E Moisés as tem. Por isso mesmo não assinou a carta.

Há garantias?

A intenção de muitos prefeitos e do próprio governo do Estado de comprar vacinas de laboratórios diferentes pode complicar, mais à frente, o calendário de vacinação. Os laboratórios, afinal, dão garantia de que novos lotes das mesmas vacinas serão entregues no curto prazo para a necessária segunda dose? Não é isso que estamos vendo hoje. 

Berger repete 2010

Senador Dario Berger (MDB), sem base partidária e que concordou com as prévias no partido para escolha do candidato a governador em 2022, agora tenta cooptar deputados e prefeitos para se posicionarem contra. Como ocorreu nessa semana em sala da Assembleia Legislativa. Berger quer ser candidato de consenso à cadeira de Carlos Moisés (PSL). Tinha a mesma pretensão já em 2008, quando reeleito prefeito de Florianópolis. À época o governador Luiz Henrique da Silveira “encheu a bola” de Berger ao dizer que ele era um “nome forte para qualquer coisa”, mas que seria objeto de pesquisa dentro do partido.

A força da LHS

Em 2010, Mariani e o hoje senador Dário Berger, na tentativa de assumirem o comando do partido, foram derrotados nas disputas pela presidência estadual do MDB, na prévia do partido para escolha do candidato a governador em 2014 e na votação pela manutenção da chamada Tríplice Aliança (DEM/MDB/PSDB) que reelegeu Raimundo Colombo. Ainda em 2010, LHS (que faleceu em 2015) e Paulo Bauer (PSDB) se elegeram para o Senado. Berger foi “escanteado”. Em 2014 Dário se elegeu senador e aí, sim, com as bênçãos de LHS.