Deputados das bancadas do PSC e do PSD ligados a igrejas evangélicas, defenderam ocupação de 50% nos templos localizados em regiões com risco moderado para Covid-19

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

Ver artigos

Deputados das bancadas do PSC e do PSD ligados a igrejas evangélicas, defenderam ocupação de 50% nos templos localizados em regiões com risco moderado para Covid-19. Querem a criação de um protocolo para ampliar a taxa de ocupação das igrejas, que desde o dia 20 de abril estão funcionando com 30% da capacidade. Eles pleiteiam 50% nas regiões com risco moderado. O deputado Jair Miotto (PSC) garantiu que as igrejas são disciplinadas e que os fiéis utilizarão máscaras, álcool em gel e a temperatura deles será medida na entrada dos templos. Aliás, vale dizer: Norte e Nordeste de SC são as únicas regiões do Estado mapeadas como em situação gravíssima. Mas por conta de casos em Joinville e não em Jaraguá do Sul, por exemplo.

Em toda eleição, associações empresariais costumam entregar aos candidatos documentos elencando as tais prioridades, sejam elas no âmbito dos municípios ou das regiões que representam. Agora, não será diferente. Devem chamar candidatos aos cargos majoritários para ouvir deles as propostas. Que pouco devem diferir daquilo que já está nos arquivos.  Bom, mesmo, seria ouvir os candidatos sobre o que entendem como planejamento, como fazer, os critérios para priorizar setores de mais impacto na população. Até porque, com dinheiro em caixa e alguma inteligência, a rotina do dia a dia qualquer um executa.

 

Quando senador, o ex-governador e ex-prefeito de Balneário Camboriú, Leonel Pavan (PSDB), defendeu durante todo o mandato a volta dos cassinos, proibidos em 1946 em decreto lei do então presidente Eurico Gaspar Dutra. Pavan, que mora em BC, tem particular interesse. Lá, em 1964, foi inaugurado o Marambaia Cassino Hotel, já se pensando em provável liberação da jogatina grã-fina. Agora, novo projeto rola no Senado, permitindo cassinos em resorts.

O governo do Estado (e, por extensão, os municípios) liberou bares, transporte coletivo urbano, shoppings, restaurantes, comércio, academias e por aí afora, onde aglomerações e outras transgressões às regras estabelecidas para conter o novo coronavirus ocorrem a toda hora. Mas mantém as escolas fechadas. Talvez porque os adultos respondem por seus atos, mas não se pode forçar crianças e adolescentes a situações de risco.

O ex-deputado federal João Rodrigues (PSD) é candidato a prefeito de Chapecó, município que já governou, com apoio do PSL. Ele foi condenado pelo TRF da 4ª Região a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto por crimes da Lei de Responsabilidade Fiscal enquanto prefeito (interino) de Pinhalzinho. Foi eleito em 2018 com 67 mil votos mas não pôde assumir. Em março de 2020, liminar do ministro Gilmar Mendes restabeleceu seus direitos políticos.

 

Depois do massacre nas urnas em 2018 em SC, provocado pela “onda Bolsonaro”, por mais absurdo que possa parecer, em Joinville, o MDB e PSL vão disputar a eleição majoritária em dobradinha, com o deputado emedebista Fernando Krelling na cabeça de chapa. Um claro sinal de que o parlamentar não apoia o impeachment do governador Moisés e da vice Daniela Reinher. A se levar em conta a enxurrada de críticas em redes sociais, Krelling pode ter jogado no lixo uma promissora carreira política.

Joinville, maior colégio eleitoral de SC, registra um recorde de candidatos a prefeito no Estado: salvo desistências, serão 13: NOVO, PSTU, PT, PTC, Podemos, PDT, PDC, PSOL Republicanos, Patriota são cartas fora do baralho. PSD, MDB e Patriota têm chances de eleger o sucessor de Udo Döhler (MDB). Guardadas as proporções, Schroeder terá, também, um absurdo de candidatos com seis pretendentes, mas só dois de fato com chances de vencer.

Em Massaranduba, Sésar Tassi, com a reeleição ameaçada pela candidatura de Fernando Reinke (PSDB), de quem foi o vice-prefeito por dois mandatos, aliou-se ao ex-prefeito Odenir Deretti (PP), inimigo político e pessoal de ambos há décadas. Nas regiões Norte/Nordeste salta aos olhos a ausência do PSL na majoritária e o racha vertical no PP. Destacando Corupá com a candidatura de Eliane Müller, única mulher na região do Vale do Itapocu como cabeça de chapa. A outra metade do PP corupaense vai com Luiz Carlos Tamanini (MDB).