Deputado estadual Gelson Merísio anda de olho no Centro Administrativo, em Florianópolis

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Ex-deputado estadual Gelson Merísio, hoje filiado ao PSDB, anda de olho no Centro Administrativo, em Florianópolis. Na AL há cinco pedidos de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL) e um contra a vice-governadora Daniela Reinher (sem partido). Nenhum ainda tramitando por decisão do presidente da Casa, Júlio Garcia (PSD), que tem segurado a tramitação alegando que isso causaria um pandemônio administrativo em plena pandemia do novo coronavirus. Em eventual afastamento de ambos, Merisio, massacrado por Moisés nas urnas, se apresentaria como candidato em eventual (e possível) eleição indireta.

“Santa Catarina é no momento o Estado que tem o maior crescimento no número de casos de Covid-19 no País. Mas, isso não mereceu nenhuma linha da fala do governador. Ele preferiu dizer que SC Catarina é líder no combate à pandemia. Também nada falou sobre testagem em massa, rastreamento de contatos, apoio aos profissionais da saúde, aos trabalhadores e empresas que estão com a corda no pescoço”. Manifestação do ex- deputado federal e ex-prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing (DEM), ao ler entrevista do governador Carlos Moisés. João Paulo foi o vice de Gelson Merisio em 2018.

“No Brasil há dois tipos de parlamentares: aqueles que querem ver o governo e o Brasil dando certo e os que boicotam o governo para ver o Brasil dando errado (pra depois voltar ao poder). Eu estou no primeiro grupo. Quero que o governo acerte o máximo possível para o Brasil melhorar o máximo possível. Não sou do partido do presidente, não me elegi na onda Bolsonaro, não tenho cargos no governo. Voto e apoio a grande maioria dos projetos do governo porque eles são bons para o país. Simples assim!”. Desabafo do deputado Darci de Matos (PSD/Joinville), denunciando a invasão do seu site por hackers. “vc apoia a escória que é o atual presidente. Isso é só um aviso melhor repensar”, foi a mensagem de ameaça a ele.

O “nem aí” de milhares de pessoas, incluindo Jaraguá do Sul e região para o novo coronavirus está traduzido claramente no número de ocorrências atendidas pela Polícia Militar entre sexta-feira e domingo em todo o Estado: foram 6.972 ocorrências de casos de desrespeito às regras de restrições contidas em decreto estadual para enfrentamento do Covid-19. Irresponsáveis que não respeitam nem as próprias famílias, que dirá os outros.

O general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, é esperado hoje (22) em Santa Catarina. Em Florianópolis tem agenda com o governador Carlos Moisés (PSL), a vice Daniela Reinher (sem partido) e parlamentares da bancada federal catarinense. Para conversa sobre recursos federais repassados ao Estado e que ainda não chegaram aos hospitais e municípios. Federação Catarinense de Municípios e diretores de hospitais também serão recebidos por Pazuello.

Em janeiro de 2018, o então senador Paulo Bauer (PSDB) propôs que condenados em regime aberto e monitorados eletronicamente (por GPS) pagassem pelo uso de tornozeleiras. O projeto foi para a Câmara dos Deputados e por lá ficou. Agora o governador Carlos Moisés (PSL) sancionou lei aprovada pela Assembleia Legislativa em projeto do deputado Felipe Estevão (PSL) no mesmo sentido. No Brasil o uso deste equipamento para vigiar condenados cumprindo penas em regime aberto foi adotado em 2010. Em SC, em 2016. Por aqui, cerca de 1.300 condenados usam tornozeleiras fornecidas por empresa contratada pelo Estado a um custo em torno de R$ 300,00/mês por unidade. Quis o destino que o ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, fosse o primeiro alcançado por esta lei. Ele cumpre prisão domiciliar. Usando tornozeleira.

Santa Catarina tem 1.417 empresas de transporte de passageiros urbanos, intermunicipais e interestaduais, empregando mais de 30 mil trabalhadores. Juntas, elas transportaram, em 2019, mais de um milhão de pessoas, evidenciando ser um setor vital para economia catarinense, em crise sem precedentes por conta da pandemia do novo coronavirus. São quatro meses paradas, sem faturamento, antevendo, para logo, uma demissão em massa.

Empresas e sindicatos de trabalhadores foram pedir socorro à Assembleia Legislativa, que vai formular políticas públicas para salvaguardar o setor. Isenção do ICMS sobre o óleo diesel, de renovação da frota, leis de gratuidade para várias categorias, regulamentação da gratuidade para idosos, subsídio às empresas para que mantenham os seus trabalhadores, renovação das concessões, além de linhas de crédito são algumas das medidas reivindicadas.