Denúncia: dos 500 respiradores produzidos pela WEG 225 ainda não foram instalados em SC

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Dos 500 respiradores produzidos pela WEG e comprados pelo governo do Estado- todos já entregues- 225 ainda não foram instalados. A denúncia é do deputado Maurício Eskudlark (PL), ex-líder do governo na Assembleia Legislativa e autor de um dos pedidos de impeachment do governador Carlos Moisés (PSL), ao criticar o que chamou de “ineficiência” do Estado nas ações de combate ao Covid-19. A nomeação de 90 auditores fiscais outros 17 procuradores do Estado (que a Assembleia pretende sustar), com salários médios de R$ 30 mil e em plena pandemia do novo coronavirus, foi duramente criticada pelo deputado. “É uma ação equivocada. Se fossem médicos e enfermeiros, aceitaríamos”, reclamou.

A deputada Ada de Lucca (MDB) rebateu alegações de que não há dinheiro.  Apontando que em julho a receita liquida (do Estado) cresceu R$ 251 milhões comparado a julho de 2019 (mais 12%). Em abril e maio houve queda na arrecadação, mas em compensação SC recebeu R$ 334 milhões de auxílio do Governo Federal. “Queremos saber de recursos aos empreendedores. Onde estão os recursos do Badesc? Já acabaram? Quem recebeu?”, cobrou de Lucca.

Tribunal Superior Eleitoral decidiu que as eleições municipais deste ano serão à moda antiga. Ou seja, a identificação se dará com o título e não com a digital do eleitor. Alega o TSE que isso é necessário para evitar a infecção de pessoas pelo novo coronavirus. Ora, além das filas e com certeza “um em cima do outro”, o teclado da urna, não contamina? E o manuseio do título? Tudo seria evitado, incluindo gastos astronômicos, se as eleições fossem adiadas.

 Aliás, quando mesários forem treinados pela Justiça Eleitoral em Jaraguá do Sul, é preciso dizer para a alguns que na próxima eleição, com biometria, o título de eleitor é o documento dispensável. Isso porque vários presidentes de mesas exigiram o título nas eleições de 2016 e 2018. Ora, ao biometria foi criada exatamente para evitar que até mortos votem.

No Brasil há 33 partidos políticos aptos a disputar as eleições- de presidente a vereador- segundo o Tribunal Superior Eleitoral. No eleitorado catarinense as mulheres são maioria. Porém, minoria (383.993/43,3%) no número de filiações a partidos políticos. No total são 886.645 filiados em um universo de 5.205.928 milhões de eleitores.  

 

Há especulações no front político sobre a possibilidade de o deputado federal Fábio Schiochet, também presidente estadual do PSL, assumir a chefia da Casa Civil do governador Carlos Moisés, de quem é confidente e fiel escudeiro. O deputado não tem se manifestado a respeito e há quem diga que declinou do cargo, porém assumindo compromisso com o governador de fazer um trabalho de articulação tentando estabelecer relação amigável entre deputados e Moisés. Que não tem diálogo com a própria bancada do partido. Pela Casa Civil já passaram Douglas Borba, hoje em prisão domiciliar, e o empresário Amandio João Da Silva, que durou pouco mais de um mês na função. O titular atual é Juliano Batalha Chiodelli, antes o subchefe da pasta.

Pela terceira vez este ano, o governador Carlos Moisés (PSL) procura de um nome para a função de líder do governo na Assembleia Legislativa. Primeiro foi o deputado Mauricio Eskudlark (PL), que durou menos de três meses na função, sendo hoje autor de um dos pedidos de impeachment de Moisés protocolados na AL. Depois foi a deputada Ana Paula da Silva (PDT), ameaçada de expulsão do partido se continuasse no cargo.

 Agora o governador investe no deputado José Milton Schaeffer (PP/Sombrio), com quem jantou dia destes. Mas, neste caso a costura é mais ampla e envolve a disputa por prefeituras nas eleições de novembro. Principalmente em Florianópolis onde o PP de Esperidião Amin e o PL de Jorginho Melo devem se abraçar para combater o inimigo comum: Gean Loureiro (DEM), que vai à reeleição. Mesmo que a família Amin e Melo tenham outros planos para 2022.