Decisões!?

Claudio Piotto

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação.

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Volta às aulas presenciais

Um dos temas mais atuais e de discussões acirradas vem sendo foco da Educação: volta, não volta, quando volta às aulas presenciais? Essa discussão traz consigo muitos interesses, vontades, necessidades e incertezas. Acredito que uma das discussões é como permitir que as escolas privadas recebam auxílio para que mantenham suas atividades, seus colaboradores. É complicado o foco que estão dando a esse tema, é urgente a necessidade de o poder público assegurar essa atividade através de fomento, de maneira a garantir a dignidade dessas instituições, principalmente as micro e pequenas. Precisa voltar, como será feito?

Falta seriedade com a Educação

Não é atual a falta de respeito com a Educação e seus professores, infelizmente temos um país que fala muito sobre o valor e a importância do professor, mas na prática temos uma realidade totalmente inversa. Quando analisamos a carreira do profissional de Educação encontramos a cada ano sua desvalorização, colocado como algo do futuro, algo fantástico, pura fantasia rasgada, deixada para mofar. As políticas públicas para a Educação não passam de falácias e planos eleitoreiros.

A Educação

A cada quatro anos percebemos que em noventa e cinco por cento das propostas eleitorais tem o item Educação; se realizarmos as contas, desde a volta do voto direto em 1989, se vão mais de trinta anos. Vendo desse ponto de vista, fica a certeza de que não existe seriedade e respeito com a Educação, não se pretende ter no Brasil uma Educação que desenvolva a sociedade, que permita pensar, questionar, ir além de políticas assistencialistas. Uma Educação que possibilite acabar com os currais eleitorais ou as negociatas dos períodos eleitorais, que desenvolva o poder da dignidade em cada pessoa. Esse papel é o verdadeiro papel da Educação, dar poder de conhecimento para cada aluno cidadão.

A formação do professor

Sabemos das dificuldades na formação do professor e aqui cito as licenciaturas, as quais passaram por mudanças em seus currículos e ofertas fantásticas no papel, mas na prática tronaram-se ineficazes na formação real docente. É muito claro que a primeira fase da formação do professor, a graduação em licenciatura é algo do “baixo clero”, pois quando se pensa em continuidade como mestrado, doutorado, a situação se transforma e as dificuldades são imensas; as melhores possibilidades para essa continuidade seria a disponibilidade das universidades públicas em atender esses professores na necessidade de melhorar sua formação, porém, as dificuldades para que ocorra esse acesso são muitas. A reforma na Educação e principalmente seu fortalecimento é muito mais urgente e necessária, do que reconhecimentos.