De olho em 2022

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Executiva do MDB quer partido fora do governo

Membros da executiva estadual do MDB, entre eles o prefeito Antídio Lunelli (que na foto aparece sentado), pressionam para que deputados estaduais do partido se afastem do governo interino da vice-governadora Daniela Reinher (sem partido). E de Carlos Moisés (PSL), se voltar ao cargo, o que deve ocorrer. E com razão. Afinal, com qual discurso o partido, até recentemente crítico contumaz de Moisés na Assembleia Legislativa, vai se apresentar nos palanques para a disputa majoritária se lançar candidatura própria?

Um apelo sem respaldo 

Porém, tal apelo não tem repercutido entre os deputados estaduais que não sinalizam positivamente até agora. O MDB, porém, confirma a eleição prévia (em agosto) entre os filiados para escolher o candidato a governador. Lunelli e o senador Dario Berger mantêm suas pré-candidaturas. No governo de Carlos Moisés, dois deputados emedebistas assumiram importantes secretarias: Fernando Vampiro, na Educação, e David Busarello, ex-vereador de Timbó, na Defesa Civil. Ambos mantidos por Daniela.

Massa falida

Em SC o PSL caminha célere para um desmanche. Oito deputados com assento na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, podem deixar a sigla seguindo para o partido ao qual o presidente Jair Bolsonaro se filiará. A mudança deve ocorrer em abril de 2020, mas todos já estão de malas prontas. O pré-candidato a governador, Jorginho Mello (PL), também trabalha forte na cooptação de deputados do PSL. Sargento Lima (Joinville) já migrou para o PL.  Outras baixas previstas no PSL: Ricardo Alba e Felipe Estevão, rumo ao DEM.

Frente da Covid

Deputados Kennedy Nunes (PSD), Ismael dos Santos (PSD), Milton Hobus (PSD), Sargento Lima (PL), Marcius Machado (PL), Nilso Berlanda (PL), Ivan Naatz (PL), Silvio Dreveck (Progressistas), e Nazareno Martins (PSB) integram a Frente Parlamentar da Assembleia Legislativa que, a pedido de Nunes, vai investigar os registros de mortes pela Covid 19 em SC. Há suspeitas, por relatos de familiares, de casos de pessoas que morreram após tratamento irregular ou supostos descasos em unidades de saúde. E de mortes por outras causas que não pelo vírus.

De olho em 2022

A cúpula do PSD acordou para as eleições de 2022. O ex-governador Raimundo Colombo, o presidente do diretório estadual, deputado Milton Hobus, e o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, conversam sobre nomes à sucessão de Carlos Moisés (PSL). O PSD vive momentos de desgaste. Gelson Merisio, candidato a governador em 2018, migrou para o PSDB e será forte adversário no ano que vem. Já o deputado Júlio Garcia é réu em inquérito por crimes de enriquecimento ilícito, corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2018, Colombo e Napoleão estavam em lados opostos da trincheira eleitoral, ambos candidatos ao Senado.

Ontem e hoje

Colombo apoiando Gelson Merísio, então no PSD. Bernardes, no PSDB, pedindo votos para Mauro Mariani (MDB). Mas, tudo ainda é especulação: João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó, sinaliza que quer ser governador. Colombo também, ou no mínimo disputar a vaga (uma só em 2002) a senador. Pior para o MDB que sequer tem um nome estadualizado para a disputa. O que inclui o PP. Esperidião Amin, com seus atuais 73 anos de idade e mandato de senador até 2027, já disse que está fora da disputa. Em tempo: como fica tudo isso se Moisés reassumir, ou se a vice Daniela for efetivada no cargo?