Culpa, você sabe o que é isso?

Krismaira Rau Marcon

Psicóloga Infantil, Adultos e Casais. CRP 12/04595 , Psicopedagoga e Psicogenealogista.

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O sentimento de culpa é um sentimento muito comum na vida das pessoas, ainda mais quando está ligado a necessidade de aprovação e aceitação dos que convive. A forte crença que trazemos de ancestrais, onde diz que precisamos seguir um padrão de comportamento ao grupo em que estamos inseridos, para que sejamos aceitos, apoiados e respeitados, faz com que uma possibilidade de ação diferente nos traz o sentimento de culpa.

No dicionário a palavra culpa já fala de uma responsabilidade por dano, mal causado a outrem, uma falta de algo, arrependimento, sofrimento, dor, não cumprimento deu algum mandato ou preceito religioso, pecado, motivo ou razão que dá origem a algo ruim.

E como fica nossa cabeça, tendo no peito esse sentimento “pecaminoso”? E a mente fala: “Não devia ter falado assim, porquê agir dessa forma, meu filho não merecia essa minha reação, eu fiz errado e compliquei a vida da outra pessoa, eu menti e não assumi meu erro, eu não sou uma boa mãe”.

A culpa é um processo claro de crença, baseado em valores que devemos ser o melhor, o mais alegre, confiante, o mais atencioso, o mais dedicado, o mais correto, a melhor mãe/pai do mundo, às vezes, já que não tive. Você já pensou que pesado é carregar essa necessidade de ser o bom e o melhor o tempo todo? Levando em consideração que estamos aprendendo a todo instante, amadurecendo posturas, tomando consciência das fragilidades e forças que temos dentro de nós, o que fazer com esse sentimento que faz a gente patinar e até ter medo de continuar?

                                                                       

Primeiro precisamos admitir que sentimos culpa e que precisamos de um olhar mais neutro para verificarmos juntos em quais momentos esse sentimento aparece. Segundo momento será de você olhar para sua história e trazer a memória experiências que mostram a necessidade de perfeição e aceitação do seu grupo familiar. Olhe para sua infância e perceba frases que já recebeu ou ouviu das pessoas as expectativas em relação aos outros. Terceiro momento, como ressoa tudo isso em você e aí começar a reconstruir valores teus, que sejam leves, verdadeiros e conscientes da sua experiência do passado x maturidade do momento presente.

Sinta que o quê você vive hoje é condizente com a necessidade de aprovação constante do outro ou você pode caminhar seguindo seu coração, sua necessidade de sobrevivência de acordo com que faz sentido pra ti hoje, focado nos teus valores internos.

O sentimento de culpa existe para você colocar na balança quem você realmente é e se tornou, qual a força da caminhada com sua família de origem e que faz você continuar seguindo os passos deles ou construindo uma nova realidade para seus novos passos. Se conheça! Faz toda a diferença!

Até mais, se cuide!