Moisés terá que lutar para escapar de um processo de Impeachment

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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Mesmo que não citado nominalmente pelas testemunhas já ouvidas pela CPI da Assembleia Legislativa, que apura a compra de 200 respiradores da China, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões e nunca entregues, o governador Carlos Moisés (PSL) vai ter de lutar para escapar de um processo de impeachment.

É que o caso, agora, foi parar no Superior Tribunal de Justiça porque, segundo o Ministério Público de Santa Catarina, Moisés sabia de tudo o que ocorria. Aliás, o relator da CPI, deputado Ivan Naatz (PL), pediu parecer da Procuradoria Geral da Assembleia sobre possível afastamento do governador enquanto durar a investigação.

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A afirmação do MPSC está fundamentada emperícia da Polícia Civil que teria localizado mensagens do empresário Samuel de Brito Rodovalho, com outros investigados à época ocupando cargos de primeiro escalão no governo. E, ainda, mensagens de Moisés em um grupo de WhatsApp em conversas com alguns secretários e assessores depois que o escândalo se tornou público. Cada um dos respiradores comprados na China custou R$ 165 mil.

Os 500 respiradores comprados recentemente da WEG pelo Estado, custaram R$ 65 mil a unidade.

"Não sei quem são essas pessoas, se estão presas, se estão soltas. Em momento algum negociei a compra de respiradores, ou conversei com alguém. Não vou permitir que maculem minha história com ilações de quem quer seja", disse o governador em coletiva de imprensa na segunda-feira (22).

Moisés lembrou que foi dele próprio a iniciativa de abrir sindicâncias internas para apurar o negócio. Dos 200 respiradores comprados, apenas 50 chegaram a SC e, segundo especialistas e o próprio secretário da Saúde, André Motta, não se prestam para o tratamento de infectados com o Covid-19.

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