Amamentação: saúde para mãe e o bebê

Vicente Caropreso

Médico e Deputado Estadual

Ver artigos

Nos primeiros 6 meses de vida do bebê, sua alimentação deve ser única e exclusivamente por amamentação; depois disso, combinada com outros alimentos, ela deve prosseguir até os 2 anos.

O leite materno é o melhor alimento para o bebê, pois promove o desenvolvimento adequado, protege contra diarreia, infecções respiratórias e otite média. A sucção estimula o desenvolvimento da cavidade oral e dos músculos da face do bebê, prevenindo problemas ortodônticos.

No 6º mês já podem ser introduzidos outros alimentos com a orientação do pediatra e recomenda-se amamentar a criança até os 2 anos de idade ou mais, pois o leite materno é de mais fácil digestão do que outras fórmulas lácteas, provendo um melhor aproveitamento de todos os nutrientes, para o desenvolvimento saudável da criança.

A amamentação contribui também para a saúde da mulher, ao liberar ocitocina - hormônio que ajuda o útero a se contrair e reduz o risco de hemorragia e de anemia pós-parto. Amamentar reduz também o risco de doenças cardiovasculares, câncer de mama e ovário, entre outros benefícios.

O leite da mãe passa por 3 fases: nas primeiras mamadas vem o colostro, que possui grande concentração de anticorpos e age como uma vacina; depois vem o leite de transição que, ao final do primeiro mês dá lugar ao leite maduro, composto de água, proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e imunoglobulinas.

Embora a composição do leite não dependa do estado nutricional da mãe, sua alimentação deve ser distribuída em 5 ou 6 refeições diárias com boa ingestão de nutrientes, calorias e bastante líquidos, mas sempre evitando o álcool.

Há um mito a respeito da higiene. Não é necessário limpar os seios antes e depois das mamadas, isso remove a lubrificação natural da pele, resseca e ajuda no surgimento de lesões. Basta lavar os seios normalmente durante o banho.

A amamentação ainda cria um vínculo afetivo precioso entre a mãe e a criança.