A ÚLTIMA ARMA QUE TEREMOS

A J Marchi

Questionamentos evidentes, obviedades improváveis e banalidades incomodas. 

Ver artigos

"Um governante que, solitariamente, vive no luxo e nos prazeres enquanto à sua volta vivem todos em meio ao sofrimento e lamentações, estará atuando, antes como carcereiro, do que como um rei. Tal como um médico incapaz, que não sabe tratar de um mal, senão por um mal maior, o soberano que sabe apenas governar seus súditos privando-os de todas as comodidades da existência, reconhece abertamente que é incapaz de comandar homens livres."- Thomas More (1478-1535)

Fidel, nos anos 50, castrou com Che Guevara o povo cubano, obrigando-os sob o fogo das armas, a trocarem sua dignidade e liberdade pela cruel e sanguinária política ideológica que fez com que se distribuísse à força a riqueza de quem produzia, para distribuir no fim, a miséria aos que hoje vivem em cativeiro como animais em uma ilha-prisão a céu aberto em meio ao Mar do Caribe. Quando nada mais tinham os pobres miseráveis, os irmãos Castro, enclausurados em seus bunkers, prostravam-se diante da fartura e da luxuria que lhes traziam seus asseclas da ainda pujante Venezuela. Hoje, o mal da utopia socialista apodreceu na Bolívia, e na Venezuela, está mais que maduro.

Na Rússia, a máfia czariana dominou o comunismo, embora forte ainda esteja o totalitarismo republicano da outrora União Soviética. O comunismo deixou a Rússia, tampouco o fecunde ainda em suas vísceras.

Na península coreana, reina o pior dos mundos, onde a real necessidade de consumo se faz via chantagem com lata e papelão. O extremismo radical e totalitário aliado ao sequestro de todo um povo como se brinquedo fosse para satisfazer como única finalidade, a hedionda vaidade do menino foguete ou grande irmão (Big Brother), faz com que sua barriga nada comunista cresça, e o povo de fome apodreça.

Na China, o comunismo evapora-se diante da necessidade da experimentação do capitalismo por parte de ¼ da população (inclusive Hong Kong), enquanto o ¾ restante convive com a pobreza e a extrema miséria que numerosamente, corona-vírus algum conterá.  

Por aqui, a grande e incompetente mídia, impressa e televisiva, joga toda a sua amargura e futilidade no ventilador para nos distrair das intragáveis “vítimas da sociedade” apresentadas como fantásticas santas do pau oco.  São ases no quesito distração para afastar do público reais informações sobre os notórios usurpadores do dinheiro público que, protegidos por leis discricionárias e clientelistas feitas sob encomenda, não querem pagar pelos seus crimes, buscando inclusive um deles, um “Habeas Corpus Celestial”. Além disso, criam-se modismos ditando regras enquanto a falsidade ideológica de um lado e o desprezo do outro, influenciarão as próximas eleições com a côrte monocrática e políticos tentando safar-se de suas próprias armadilhas.

Diante disso, vale a pena lembrar de como entoava seus cânticos o poeta Zé Ramalho em seus dias de “opressão”: Vocês aí, que fazem parte dessa massa! É duro tanto ter que caminhar e dar muito mais do que receber! E ainda, ter que demonstrar sua coragem, e além do que possa parecer, ver que esse mecanismo, já sente a ferrugem lhe comer; Êh, ô, ô, vida de gado; Povo marcado; Êh, povo feliz!

Qual a diferença para os nossos dias? É duro saber que continua se esvaindo uma grande e imaculada parcela de nossos infantos pelas ideias nocivas que infectam lares e escolas brasileiras. É duro saber que pactos anticonstitucionais, conspirados a partir do asqueroso submundo do poder, regulam nossas vidas. É duro saber que ao final do ciclo, que inevitavelmente chegará, será apenas o conhecimento a última arma que teremos, se é de utopias idiocráticas que nos fazem querer experimentar! Um voto, não é mais uma questão de foro íntimo, algo pessoal. O voto de hoje é extremamente ideológico, e não basta apenas saber para onde se deseja ir, e levar uma geração inteira sem pedir licença!