A GERAÇÃO DA IGUALDADE EM DEFESA DAS MULHERES

A J Marchi

Questionamentos evidentes, obviedades improváveis e banalidades incomodas. 

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Pouco mais de um século se passou desde a primeira comemoração em 1911, na Dinamarca, Áustria, Alemanha e Suíça, do dia Internacional da Mulher.  Embora tenham sido feitos progressos significativos na luta pelo respeito e pela vigência dos direitos das mulheres, existem ainda muitos desafios e obstáculos que devem ser superados para alcançar a plena igualdade e equidade de gênero no mundo.

Nos 109 anos da primeira celebração, várias gerações de mulheres em todo o mundo cruzaram fronteiras ideológicas, culturais, econômicas e todos os tipos de diferenças. Nesta luta permanente, muitos homens se juntaram solidariamente, participando ativamente da concretização da igualdade de gênero, mas ainda não é suficiente.

A cada ano, o movimento mundial de 8 de março se torna mais forte e mais poderoso. Sejam grupos, associações, fundações, ONGs e mulheres em nível pessoal, continuam lutando todos os anos para acabar com as profundas desigualdades de gênero, impostas até por infames cotas, e alcançar tão somente alguma relativa igualdade, reconhecimento, e exercício efetivo de seus direitos como mulher e como profissional.

É por isso que hoje, está mais que na hora de mobilizar todas as gerações de homens e mulheres comprometidos com a nobre causa, para que se permita a elas, o pleno exercício de seus direitos, fazendo disso, uma realidade em que todas as pessoas desfrutem das mesmas oportunidades. É perfeitamente viável economicamente e sem preconceito, que homens e mulheres recebam salário igual por trabalho de igual valor, e não apenas, pelo fato de compartilhar seu trabalho com a responsabilidades do lar, mas principalmente, por justiça!

É inadmissível que aceitemos um mundo em que meninas e mulheres são consideradas propriedade de homens ou escravizadas ou traficadas como mercadoria sexual, abusadas, estupradas ou mortas pelo simples fato de serem mulheres, ou pior, subjugadas por séculos como um ser de segunda categoria, e ironicamente, até por quem delas depende ou delas ideologicamente faz uso.

É inadmissível que aceitemos um mundo em que as mulheres não possam participar igualmente do acesso a benefícios, recursos e serviços, assim como não podemos aceitar que mulheres não possam ocupar em igualdade de condições, inclusive numérica, os espaços políticos e participar de tomada de decisões em todas as esferas do cotidiano humano, inclusive, e principalmente em seu próprio lar.

Até que a meta de plena igualdade entre homens e mulheres seja alcançada, será necessário continuar lutando, insistindo, resistindo e avançando a cada 8 de março.